Isaadora da Cunha Zerbinato · Psicologia · 2025
O presente trabalho tem como objetivo analisar a influência das redes sociais na construção de padrões estéticos irreais e suas consequências no desenvolvimento de transtornos alimentares, especialmente entre mulheres. Sabe-se que a era digital intensificou a exposição à chamada “ditadura da beleza”, onde a busca pelo corpo ideal está associada à aceitação social e à autoestima. A constante comparação com imagens idealizadas, muitas vezes editadas e irreais, colabora para a insatisfação corporal e comportamentos prejudiciais à saúde física e mental, chamando atenção para o crescimento dos transtornos alimentares, como por exemplo a dismorfia corporal, a anorexia e a bulimia. Nesse contexto, destacou-se a importância da psicoterapia cognitivo-comportamental como abordagem eficaz no tratamento dos transtornos alimentares, promovendo a reestruturação cognitiva, a aceitação da imagem corporal e a construção de uma autoestima mais saudável. O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, no qual foram selecionados 11 artigos publicados entre os anos 2002 e 2025, e após a análise minuciosa de cada um deles, entendeu-se que diversos são os impactos da mídia e das redes sociais na ideia subjetiva de corpo ideal para cada pessoa, dentre os negativos tem-se as diversas formas de expressão dos transtornos alimentares que causam sofrimentos e disfunções em diferentes âmbitos da vida do sujeito, também foi possível notar que a maioria dos autores afirmou a necessidade de mais estudos da área. O estudo propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos da pressão estética midiática e aponta caminhos terapêuticos para o enfrentamento dessa realidade, considerando ser um constante estudo social.
Camily Pereira de Almeida · Pedagogia · 2025
Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, a eficácia de estratégias psicopedagógicas aplicadas a alunos com Transtorno Opositor Desafiador (TOD) no contexto escolar e familiar. A pesquisa evidencia que a integração entre técnicas comportamentais e engajamento familiar contribui significativamente para a redução de comportamentos desafiadores, melhora do desempenho acadêmico e fortalecimento dos vínculos afetivos. Ressalta-se a importância de práticas psicopedagógicas integradas que promovam inclusão, colaboração e desenvolvimento integral dos alunos.
Clara Louise Carvalho Ishizawa · Psicologia · 2025
Este estudo teve como objetivo analisar a relevância da Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC) na Psicologia do Esporte, enfatizando suas contribuições para a saúde mental de atletas de alto rendimento. A pesquisa, de natureza qualitativa e delineamento bibliográfico, foi desenvolvida a partir da análise de livros, artigos científicos e documentos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis em bases como SciELO, PePSIC, CAPES e PubMed. Observou-se que a TCC apresenta eficácia significativa no manejo da ansiedade competitiva, do estresse e de pensamentos disfuncionais que interferem no desempenho esportivo. As técnicas de reestruturação cognitiva, relaxamento, visualização e autoafirmações mostraramse eficazes na autorregulação emocional e na promoção de estratégias de enfrentamento adaptativas. Além disso, constatou-se que a resiliência é um fator determinante para o equilíbrio psicológico e o rendimento consistente dos atletas. Apesar do avanço das pesquisas, identificou-se escassez de estudos empíricos voltados à aplicação prática da TCC no contexto esportivo, indicando a necessidade de investigações futuras mais amplas e comparativas. Conclui-se que a integração entre Psicologia do Esporte e TCC é essencial para o fortalecimento da saúde mental, do desempenho e da formação integral dos atletas.
Camila Ferreira Mesiano · Psicologia · 2025
O artigo apresenta uma revisão sistemática das principais intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utilizadas no tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Os autores analisam estudos nacionais e internacionais, destacando técnicas como exposição prolongada, reestruturação cognitiva, dessensibilização sistemática, treino de habilidades de enfrentamento e abordagens integradas. Os resultados indicam que a TCC é uma das intervenções mais eficazes para redução de sintomas centrais do TEPT, como revivescências, esquiva, hiperexcitabilidade e alterações cognitivas. A revisão também aponta que protocolos estruturados, aplicados por terapeutas treinados e com acompanhamento contínuo, tendem a gerar melhores resultados clínicos. Apesar das evidências positivas, os autores ressaltam limitações metodológicas nos estudos revisados, como tamanhos amostrais reduzidos e falta de padronização nos instrumentos de avaliação. Conclui-se que a TCC permanece como abordagem recomendada para o TEPT, mas que mais pesquisas controladas e com maior rigor metodológico são necessárias para fortalecer a base empírica existente.
Kamilly Machado da Silva · Direito · 2024
O estudo da justiça restaurativa mostra-se extremamente relevante, tendo em vista que a realidade vivida em nosso país tem nos mostrado um grande quadro de violência e criminalidade com um alto nível de reincidência, e a forma de resposta meramente punitiva dada pelo nosso sistema penal vigente tem se mostrado ineficaz, uma vez que dá fim aos processos, sem por fim nas questões que os originaram. Por esse motivo, a busca por novas alternativas se torna necessária, dando abertura para as práticas restaurativas, vez que, referente a solução dos conflitos, buscam uma efetiva atuação das partes envolvidas no delito. Feita a abordagem conceitual, mencionaremos a utilização dessa alternativa e a visão dos indivíduos sobre ela e por fim, tratamos da aplicação da neurociência no estudo comportamental na busca da real efetivação e aceitação da justiça restaurativa. A partir da análise de tal aplicação, podemos observar que o indivíduo tende, mesmo que inconscientemente absorver os fatos conforme suas experiências individuais, ambiente onde vive e pessoas com quem se relaciona, e apenas com esse entendimento é possível encontrar a resposta na linguagem correta para que o indivíduo seja de fato impactado com tal medida e possa ter autonomia para solucionar interna e externamente as questões que originaram tais problemas. Ao final concluímos que a justiça restaurativa é um instrumento de reinserção social, uma vez que, diante da infração penal, as partes ficam deslocadas do meio social, e com a sua aplicação conjunta com a neurociência, elas tendem a ver seus relacionamentos reconstruídos a partir da construção da resposta dada ao crime de forma conjunta e participativa, resultando em um sistema penal mais aceito, eficaz e humanitário.