Ana Carolina Soares Ferreira · Engenharia Agronômica · 2025
O aumento da demanda internacional por frutas tropicais, principalmente a manga, impõe desafios logísticos significativos, envolvendo desde o manuseio cuidadoso da fruta até o cumprimento rigoroso das regulamentações nos destinos de exportação. O presente trabalho tem como objetivo analisar o processo logístico do pós-colheita da manga brasileira até o porto de exportação, com destaque nas etapas de manuseio, armazenamento, embalagem, modal e regulamentos a serem cumpridos perante a União Europeia. Sendo a manga uma das frutas mais apreciadas no mercado internacional, o Brasil possui seu espaço entre os maiores exportadores mundiais. Devido a perecibilidade da fruta e as exigências rigorosas dos países importadores, é perceptível o quanto o processo logístico desempenha um papel crucial para manter a qualidade do produto até a sua chegada ao comprador. A metodologia da pesquisa foi bibliográfica e buscou proporcionar um embasamento sólido sobre o assunto em questão, disseminando informações relativas sobre o processo de pós-colheita e contribuindo com o sucesso das exportações da manga brasileira. Constatou-se que a eficiência logística, o controle de temperatura e às normas internacionais são fatores determinantes para o sucesso das exportações brasileiras. Conclui-se que uma gestão logística, juntamente com tecnologias de conservação e infraestrutura adequada são indispensáveis para manter a qualidade do produto e fortalecer a posição do Brasil no comércio global.
Diego José Bernardo de Oliveira · Engenharia Agronômica · 2025
A eficiência na aplicação de defensivos agrícolas é um dos principais fatores que determinam o sucesso das práticas fitossanitárias e a sustentabilidade da produção agrícola. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da pressão de pulverização e da velocidade de deslocamento sobre a qualidade e a eficiência da pulverização em condições controladas de campo. O experimento foi conduzido na fazenda experimental Luiz Lourenço Lança, em Taguaí (SP), utilizando um pulverizador de barras equipado com bicos do tipo leque (Jacto JSF 11003). Adotou-se delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições, em arranjo fatorial 4 × 4, combinando quatro níveis de pressão (1, 2, 3 e 4 bar) e quatro velocidades de deslocamento (3, 5, 7 e 9 km h⁻¹). As avaliações foram realizadas por meio da análise de cartões hidrossensíveis e processadas com o software Gotas (EMBRAPA), obtendo-se variáveis como vazão, cobertura, densidade, fator de dispersão e diâmetro volumétrico médio (D50). Os dados foram submetidos a modelos lineares generalizados (GLM) para análise dos efeitos principais e de interação entre pressão e velocidade. Os resultados indicaram que o aumento da pressão elevou significativamente a vazão (p < 0,001) e a cobertura (p < 0,001), porém reduziu a densidade de gotas (p = 0,048), demonstrando um equilíbrio delicado entre volume aplicado e deposição efetiva. A velocidade exerceu efeito negativo sobre a vazão, mas contribuiu positivamente para a cobertura quando combinada a pressões moderadas. Houve interação significativa entre pressão e velocidade para as variáveis de densidade e cobertura, evidenciando que o ajuste isolado de um único parâmetro pode comprometer a eficiência da aplicação. A análise do D50 mostrou que pressões elevadas aumentaram o tamanho médio das gotas, enquanto velocidades maiores intensificaram sua fragmentação. De modo geral, pressões intermediárias (2–3 bar) associadas a velocidades médias (5–7 km h⁻¹) proporcionaram o melhor equilíbrio entre uniformidade, densidade e cobertura, favorecendo a eficiência e reduzindo riscos de deriva e escorrimento. Conclui-se que o manejo integrado da pressão e da velocidade é essencial para a calibração de pulverizadores, otimizando a deposição e contribuindo para o uso racional de defensivos agrícolas e a sustentabilidade das práticas fitossanitárias.
João Vitor Carvalho · Engenharia Agronômica · 2025
A cana-de-açúcar é uma das culturas de maior importância agrícola no Brasil consolidado como o maior produtor do mundo, com um total de 713 milhões de toneladas colhidas na safra 23/24, o maior polo produtor é o Sudeste, com 439,6 milhões de toneladas colhidas na safra 24/25, com destaque para os estados de São Paulo e Minas Gerais detentores das maiores áreas de cultivo no Brasil. As mudanças climáticas têm dificultado o desenvolvimento dos canaviais brasileiros, resultado da deficiência hídrica e estresse térmico em decorrência do longo período de estiagem enfrentado nos últimos anos. Esta pesquisa teve como objetivo demonstrar os reflexos da aplicação dos bioestimulantes em cana-de-açúcar via sulco de plantio para demonstrar os reflexos na modulação dos processos fisiológicos, visando a melhoria da eficiência hídrica e nutricional da cultura. A condução dessa pesquisa exploratória baseou-se em um levantamento bibliográfico, empregando informações pertinentes obtidas de artigos científicos, dissertações acadêmicas, obras físicas e digitais, circular técnico e conteúdos disponibilizados por órgãos governamentais, a análise dos dados baseou se de forma qualitativa para a identificação de padrões divergentes. É possível concluir que os bioestimulantes possuem efeito claro sobre o estresse hídrico, mantendo a produtividade e qualidade tecnológica da canade-açúcar, resultando em diferenças de 20% em produtividade em comparação a testemunha, diferença de 20 toneladas. Afim de explorar os benefícios dos bioestimulantes e afirmar a sua eficiência é necessário a realização de pesquisas em outras culturas e seguimentos da agricultura.
Cauê José dos Santos · Engenharia Agronômica · 2025
Este trabalho investiga os efeitos do uso de ervas medicinais na alimentação de frangos de corte, com foco no desempenho produtivo e na saúde animal. Diante da crescente preocupação com o uso excessivo de medicamentos na avicultura, o estudo buscou alternativas naturais que promovam um manejo mais sustentável. Foram realizados experimentos com duas dietas diferentes, ambas suplementadas com ervas (como alecrim, hortelã, camomila, manjericão, orégano e salsa). E uma com ração comum com medicamentos, foram escolhidos dez frangos por metro quadrado pois a estimativa de frangos por metro quadrado em granjas são entorno de dez a quinze frangos. Os resultados mostraram que o grupo alimentado com ração artesanal apresentou melhor conversão alimentar, enquanto o grupo com ração comercial teve maior ganho de peso. As aves tratadas com ervas mostraram menor incidência de doenças respiratórias, destacando os benefícios para a saúde animal.
Vinícius Augusto Cardoso Garavello · Engenharia Agronômica · 2025
O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo analisar os impactos da mecanização agrícola sobre diferentes classes de solo no Brasil, com ênfase nas consequências físicas, químicas e biológicas decorrentes do uso intensivo de máquinas agrícolas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica comparativa, fundamentada em artigos científicos, livros técnicos, dissertações e documentos institucionais, abordando aspectos relacionados à compactação, erosão e alterações estruturais dos solos Latossolos, Argissolos e Neossolos. Os resultados evidenciam que os efeitos da mecanização variam conforme a classe de solo e o tipo de manejo adotado. Os Latossolos demonstram maior resistência ao tráfego de máquinas, enquanto os Argissolos e Neossolos apresentam maior suscetibilidade à degradação física e perda de fertilidade. Verificou-se também que práticas inadequadas de mecanização podem comprometer a porosidade, reduzir a infiltração de água e limitar o desenvolvimento radicular das plantas. Por outro lado, a adoção de tecnologias de agricultura de precisão, o tráfego controlado de máquinas e o plantio direto mostraram-se eficientes na mitigação dos impactos negativos, promovendo o equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental. Conclui-se que a mecanização agrícola, quando associada ao manejo sustentável, representa um instrumento essencial para a eficiência produtiva e a preservação da qualidade do solo no contexto da agricultura moderna.
Tainara Benato Mandu · Engenharia Agronômica · 2025
A rotação de pastagens para equinos é uma prática que influencia diretamente a qualidade do solo e a produção de forragem. O sistema consiste na alternância entre períodos de pastejo e descanso, permitindo a recuperação da biomassa vegetal e a manutenção das propriedades físicas do solo, como porosidade e retenção de água. Além disso, a escolha adequada das forrageiras impacta a qualidade nutricional da alimentação dos equinos, favorecendo sua saúde digestiva. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, os efeitos do pastejo rotacionado na qualidade do solo e na produção de forragem destinada à alimentação de equinos. A pesquisa foi desenvolvida com base em literatura científica, utilizando dados de artigos, dissertações, teses e publicações técnicas disponíveis em bases acadêmicas como SciELO, ResearchGate e repositórios universitários. Estudos demonstram que o pastejo rotacionado contribui para a renovação da massa forrageira e a distribuição uniforme dos nutrientes no solo, resultando em uma oferta contínua de alimento de alta qualidade para os animais.
Matheus Henrique Soares · Engenharia Agronômica · 2025
O grande consumo de energia e os efeitos ambientais associados à queima de combustíveis fósseis têm disparado a busca por fontes renováveis e mais sustentáveis e com menos impacto ambiental. Nesse quadro, os resíduos agroindustriais ganham destaque como alternativa viável, sendo em torno de 70% da biomassa total especialmente os derivados do milho, uma das culturas agrícolas mais produzidas no Brasil. O resíduo que trabalharemos em questão é o colmo, antes descartados ou subutilizados, vêm sendo aproveitados na linhagem de biogás. Diante disso, este trabalho uma revisão bibliográfica qualitativa tem como objetivo analisar o potencial do resíduo do milho como fonte de energia renovável, avaliando seus impactos ambientais e sua contribuição para a sustentabilidade no meio rural, entre as pesquisas foram concluídos que a um efeito na diluição de custos, trazendo benefícios visíveis aos produtores e ao meio ambiente, no entanto é uma área que vem ganhando destaque e visibilidade mesmo com poucos estudos. Concluímos que houve efeitos positivos, todavia, sendo necessário mais pesquisas e análises sobre o determinado tema.
Thiago Pontes · Engenharia Agronômica · 2025
No Brasil, o milho é cultivado em todo o país e pode ser colhido em até três safras, com produção anual de aproximadamente 102 milhões de toneladas. No entanto, o setor agrícola enfrenta vários obstáculos para aumentar a produção de alimentos para servir uma população crescente, melhorar a eficiência na utilização de recursos e minimizar os impactos ambientais e na saúde humana. Bioestimulantes são misturas de reguladores de crescimento vegetal compostas por um ou mais componentes químicos, como aminoácidos, nutrientes e vitaminas. Nesse contexto, o presente artigo visa encontrar evidências acerca dos benefícios do uso de bioestimulantes na cultura de milho para a melhoria da qualidade dos grãos e da produtividade. Foi realizada uma busca de artigos originais em bancos de dados como Google Acadêmico e SciELO, obtendo-se 19 publicações datadas de 2020 a 2024, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa e abordando o tema escolhido. Os bioestimulantes que se mostraram mais eficazes foram aqueles compostos por extratos de algas marinhas, como Acadian®, Phylgreen Gemma®, Vitakelp® e Stimullum®, além de formulações hormonais como o Stimulate® e misturas contendo aminoácidos ou micronutrientes (ex.: Booster® e Speed Advantage®). Conclui-se que o uso dos bioestimulantes na cultura de milho é promissor e possui bom custo-benefício, devido ao aumento da produtividade, sendo considerado uma alternativa viável para melhoramento da produção e qualidade de milho.
Isabella Camargo · Engenharia Agronômica · 2025
A produção de energia como uma fonte sustentável através do uso da biomassa da cana-deaçúcar, uma vez que a produção desse material é um dos ramos agrícolas que mais cresce no Brasil, e que também é uma das suas maiores produções. Achar formas que substituam as fontes de energias fósseis é de suma relevância, uma vez que existe várias preocupações com a quantidade de materiais que existem para o consumo, assim como questões que envolvem a sustentabilidade ambiental e a própria economia e facilidade de se produzir energia em grande quantidade para satisfazer o consumo de todo o povo brasileiro e também mundial, observando que a existência de uma variedade de meios de produção de energia traz mais segurança a toda a sociedade mundial. Os objetivos do presente trabalho foi identificar os principais tipos de biomassa derivados da cana-de-açúcar utilizados na geração de energia; descrever os processos tecnológicos aplicados na conversão da biomassa em energia (como combustão, gaseificação e cogeração); analisar os benefícios ambientais comparados às fontes fósseis; avaliar os impactos e vantagens econômicas do uso energético da biomassa de cana. A metodologia utilizada no presente trabalho foi a de revisão bibliográfica tanto em materiais físicos como no ambiente digital. Entre os principais resultados obtidos destaca-se que a biomassa da cana-de-açúcar, sendo utilizado o bagaço, a palha e a vinhaça, demonstraram ser uma fonte renovável de energia, assim como de carbono neutro estratégica para a bioeletricidade. Contudo, existe ainda os desafios logísticos e da necessidade de maiores incentivos e legislação específica para a expansão de tecnologias mais avançadas. Concluindo assim que a biomassa da cana-de-açúcar possui um grande potencial de crescimento, porém, possui grandes dificuldades ainda a serem vencidas, como os valores iniciais a serem investidos, e também questões quanto a falta de legislação específica e benefícios fiscais para os seus produtores.