USO DE BIOESTIMULANTES NA CULTURA DE MILHO
Autores
- Thiago Pontes — Faculdade Galileu
Resumo
No Brasil, o milho é cultivado em todo o país e pode ser colhido em até três safras, com produção anual de aproximadamente 102 milhões de toneladas. No entanto, o setor agrícola enfrenta vários obstáculos para aumentar a produção de alimentos para servir uma população crescente, melhorar a eficiência na utilização de recursos e minimizar os impactos ambientais e na saúde humana. Bioestimulantes são misturas de reguladores de crescimento vegetal compostas por um ou mais componentes químicos, como aminoácidos, nutrientes e vitaminas. Nesse contexto, o presente artigo visa encontrar evidências acerca dos benefícios do uso de bioestimulantes na cultura de milho para a melhoria da qualidade dos grãos e da produtividade. Foi realizada uma busca de artigos originais em bancos de dados como Google Acadêmico e SciELO, obtendo-se 19 publicações datadas de 2020 a 2024, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa e abordando o tema escolhido. Os bioestimulantes que se mostraram mais eficazes foram aqueles compostos por extratos de algas marinhas, como Acadian®, Phylgreen Gemma®, Vitakelp® e Stimullum®, além de formulações hormonais como o Stimulate® e misturas contendo aminoácidos ou micronutrientes (ex.: Booster® e Speed Advantage®). Conclui-se que o uso dos bioestimulantes na cultura de milho é promissor e possui bom custo-benefício, devido ao aumento da produtividade, sendo considerado uma alternativa viável para melhoramento da produção e qualidade de milho.
Palavras-chave: Bioestimulantes, Fitoprotetores, Milho