Laiz Aparecida Leoncio · Psicologia · 2025
A dinâmica histórica da sociedade impõe severas ameaças e vulnerabilidades aos povos originários, resultando na desvalorização de seus saberes ancestrais e práticas tradicionais. Diante disso, este trabalho propõe um imperativo ético e político de resgate e preservação da cultura e dos direitos indígenas, valorizando seus sistemas de conhecimento. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a identidade e as histórias desses povos, sugerindo a garantia de políticas públicas específicas. A Psicologia assume um papel crucial ao contribuir ativamente para que a pessoa indígena possa exercer plenamente sua identidade em todos os contextos da vida social.
Liciana Vaz de Arruda Silveira · Psicologia · 2025
A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino superior tem avançado no Brasil, mas ainda enfrenta desafios acadêmicos, sociais e psicológicos. Estratégias como flexibilização curricular, tecnologias assistivas, suporte psicopedagógico e formação docente são essenciais. Revisões sistemáticas evidenciam avanços, limitações e a necessidade de políticas e práticas que promovam a permanência e o sucesso desses alunos. Esta revisão sistemática foi registrada no PROSPERO com número de protocolo CRD42025646522. A estratégia de busca foi realizada nas bases de dados Pubmed (MEDLINE), Embase, Web of Science e PsycINFO. Foram incluídos estudos originais que investigaram estratégias e intervenções voltadas a estudantes universitários com TEA, considerando desfechos relacionados à permanência, aprendizagem, participação e inclusão acadêmica. A seleção, extração e síntese dos dados foram realizadas de forma padronizada, assegurando transparência e reprodutibilidade. Do total de 734 registros identificados, 11 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os estudos foram publicados entre 2021 e 2025 e majoritariamente escritos em inglês, com destaque para pesquisas conduzidas no Brasil e nos Estados Unidos. Observou-se predominância de delineamentos qualitativos, refletindo a necessidade de compreender experiências e contextos individuais da inclusão. O crescimento das publicações coincide com o aumento de matrículas de estudantes autistas no ensino superior e com a consolidação de políticas inclusivas. Os resultados evidenciam o potencial de apoios individualizados, programas de mentoria e recursos tecnológicos como caminhos promissores, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de adaptações institucionais e maior engajamento docente para garantir práticas inclusivas e sustentáveis.
Livia da Silva Sousa · Nutrição · 2025
A seletividade alimentar é uma condição frequentemente observada em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizada pela recusa de alimentos, preferência por características específicas como textura, cor ou temperatura, e limitação do repertório alimentar. Esse comportamento alimentar está associado a comorbidades gastrointestinais, deficiências nutricionais e prejuízos no crescimento e na qualidade de vida dessas crianças. Diante desse cenário, a atuação do nutricionista é essencial, especialmente por meio de estratégias de educação nutricional e terapia nutricional individualizada. O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, cujo objetivo foi analisar, por meio da literatura científica, as contribuições da educação e terapia nutricional no manejo da seletividade alimentar em crianças com TEA. Foram selecionados dezesseis artigos publicados entre 2018 e 2025, obtidos nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados ao tema. Os resultados apontam que as estratégias mais eficazes incluem exposições graduais a novos alimentos, uso de recursos lúdicos e visuais, integração com terapias sensoriais e participação ativa da família. Também se observou que dietas restritivas e suplementações são amplamente utilizadas, porém apresentam evidências ainda inconclusivas. Conclui-se que a educação nutricional, quando adaptada às particularidades sensoriais e comportamentais da criança com TEA, representa uma das ferramentas mais promissoras para promover melhorias no comportamento alimentar, no estado nutricional e na qualidade de vida.
Isabellaariadne Ferrari Bernardes · Psicologia · 2025
O aconselhamento genético é um processo que visa auxiliar indivíduos na compreensão e adaptação às implicações médicas, psicológicas e familiares de condições genéticas. Historicamente, o aconselhamento se enquadra em uma estrutura humanística que valoriza a autonomia do paciente e adota a não-diretividade como princípio ético central, tendo surgido em reação à eugenia e ao paternalismo. Contudo, a não-diretividade estrita enfrenta críticas por ser inatingível na prática e, paradoxalmente, poder diminuir a autonomia percebida, levando à necessidade de reflexões sobre o tema. Com isso, o estudo teve como objetivo compreender como os conceitos de autonomia e não-diretividade têm sido abordados pela literatura dos últimos 10 anos no contexto da tomada de decisão no aconselhamento genético, considerando a fase de transição ética e tecnológica impulsionada pela genômica. Trata-se de uma revisão de literatura do Estado da Arte, em que a busca foi realizada em outubro de 2025, utilizando descritores controlados (DeCS/MeSH) para "aconselhamento genético" e "autonomia" em bases de dados como BVS, SciELO e PubMed/MEDLINE, incluindo artigos publicados nos últimos 10 anos. Após a triagem, 20 estudos foram incluídos na análise final. Verificou-se que, embora a nãodiretividade continue sendo o ideal ético, há um consenso de que a neutralidade total é inalcançável, pois a forma como a informação é apresentada veicula valores. O campo tem evoluído para modelos mais ativos, como a tomada de decisão compartilhada e a autonomia relacional, reconhecendo que a tomada de decisão é influenciada por vínculos interpessoais e pelo contexto socioeconômico e cultural. A complexidade genômica e a preferência de pacientes por orientação ativa tornam a não-diretividade pura insustentável em muitos casos. As discussões sobre autonomia no aconselhamento genético são desafiadas pela assimetria de poder e pelo contexto de saúde. Aponta-se a relevância de integrar perspectivas como o existencialismo e a educação libertadora para a formação profissional e para a prática, promovendo uma comunicação dialógica e crítica, essencial para que o consulente exerça sua autonomia de forma consciente, contextualizada e responsável.
Daiane Aparecida Leite · Psicologia · 2025
O presente estudo investigou aspectos do desenvolvimento socioemocional de crianças da educação infantil, analisando como o uso excessivo de telas pode impactar o desenvolvimento integral. A metodologia adotada foi uma revisão sistemática de literatura, conduzida conforme o protocolo PRISMA, envolvendo artigos publicados entre 2020 e 2025. Ao final do processo, nove estudos atenderam integralmente aos critérios de inclusão. O objetivo central consistiu em compreender de que forma o uso excessivo de dispositivos digitais afeta o desenvolvimento das competências socioemocionais nessa faixa etária. A análise dos artigos selecionados permitiu organizar os achados em sete categorias, que evidenciam a importância do desenvolvimento socioemocional e os fatores que o influenciam, favorecem ou dificultam. Os resultados mostram como esse desenvolvimento tem sido abordado nas escolas, as principais problemáticas identificadas e o papel essencial do brincar como ferramenta de aprendizagem. Também foram discutidos os impactos do tempo excessivo diante das telas, incluindo possíveis prejuízos à empatia, uma vez que essa competência depende de interações sociais que podem ser reduzidas pelo uso exagerado de dispositivos digitais. Por fim, os estudos revisados apresentam benefícios, desafios, boas práticas e recomendações que contribuem para o aprimoramento das ações educativas e para uma compreensão mais ampla do tema.
Giovana Leonel Gaeta · Pedagogia · 2025
O estudo atual irá mostrar a importância do brincar no desenvolvimento integral das crianças durante na primeira infância, considerando a brincar como um diretório garantido pela Lei n° 14.826/2024 e um elemento fundamental para uma aprendizagem significativa. A meta desta pesquisa é compreendermos como o lúdico ajuda no desenvolvimento cognitivo, social, emocional e motor das crianças, promovendo sempre a autonomia e a criatividade. A invenção deste trabalho foi classificada como um estudo bibliográfico, baseando em teorias de alguns filósofos como Piaget, Vygotsky e Kishimoto, cuja ideias dos três destaca a importância do lúdico na construção do conhecimento e na facilitação das interações sociais. Os achados mostram que a ludicidade aumentou gradativamente a produção das crianças nas atividades educativas, incentivando o pensar, a imaginação e a manifestação das suas próprias emoções, além de criar um ambiente acolhedor, ativo e significativo. Assim, ficou claro que o brincar é uma ferramenta essencial para a Educação Infantil, contribuindo sempre de maneira eficaz para o desenvolvimento integral e global das crianças.
Thais Fernanda Pinto de Mello · Pedagogia · 2025
Esta pesquisa teve como objetivo compreender como se dão os processos de alfabetização e letramento na Educação Infantil, analisando métodos, mediação docente, ambiente escolar e boas práticas pedagógicas. Foi realizada uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva de publicações nacionais entre 2010 e 2024, com ênfase nas contribuições de Magda Soares, Roxane Rojo e Paulo Freire. Os resultados mostraram que alfabetização e letramento são processos complementares e devem ser trabalhados de forma integrada desde a infância, considerando a tríade professor-criança-ambiente como essencial para a formação de leitores e escritores autônomos. Constatou-se que práticas pedagógicas significativas, ambientes alfabetizadores e mediação docente favorecem o engajamento das crianças com a língua escrita e contribuem para uma aprendizagem mais contextualizada e inclusiva. Conclui-se que alfabetizar e letrar na Educação Infantil significa preparar a criança para participar ativamente das práticas sociais de leitura e escrita, promovendo cidadania e equidade educacional.
Ana Carolina Machado Abdallah · Psicologia · 2025
O presente trabalho tem como objetivo analisar o impacto da família no processo de aprendizagem de crianças em situação de vulnerabilidade social, refletindo sobre as implicações educacionais decorrentes dessa relação. Observa-se que o contexto familiar exerce papel significativo no desenvolvimento escolar e no processo de aprendizagem; entretanto, situações de vulnerabilidade social, a ausência de políticas públicas eficazes, a falta de comunicação entre escola e família e as dificuldades socioeconômicas configuram-se como fatores que limitam esse processo e atravessam o ambiente educativo. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão sistemática da literatura, abrangendo estudos que contribuem para a compreensão e identificação de práticas e estratégias educacionais que auxiliam no fortalecimento do vínculo entre família e escola. Constata-se que o diálogo e a cooperação entre esses dois espaços são fundamentais para o desenvolvimento acadêmico e emocional da criança, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais.
Sara Raquel da Silva Martins · Pedagogia · 2025
Este trabalho teve como objetivo analisar a importância da natureza no desenvolvimento infantil, considerando os benefícios que o contato com o meio ambiente proporcionou à saúde física, emocional, cognitiva e social das crianças. A pesquisa, de abordagem qualitativa e bibliográfica, fundamentou-se em autores clássicos e contemporâneos, como Piaget, Vygotsky, Rudolf Steiner, Montessori e Richard Louv, além de estudos de caso e dados estatísticos recentes. Os resultados evidenciaram que o contato direto com ambientes naturais favoreceu o equilíbrio emocional, melhorou a concentração, estimulou a criatividade, desenvolveu a empatia e contribuiu para a prevenção de problemas como obesidade, estresse e transtornos de atenção. Concluiu-se que a natureza exerce papel indispensável para uma infância saudável e integrada.
MARIA EDUARDA DE Andrade · Pedagogia · 2025
Este trabalho tem como objetivo analisar a contribuição da equoterapias no desenvolvimento de crianças com necessidades educacionais especiais na Educação Infantil. A equoterapias, prática terapêutica que utiliza o cavalo como agente de promoção da saúde e bem-estar, mostra-se eficaz também no campo educacional, ao favorecer o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social de seus praticantes. Por meio de uma pesquisa bibliográfica com enfoque qualitativo, foram investigados estudos publicados nos últimos dez anos que relacionam a equoterapias ao processo de ensino e aprendizagem inclusivo. Os resultados apontam que, ao proporcionar estímulos sensoriais e afetivos, a equoterapias auxilia na melhora da coordenação motora, da comunicação e da socialização de crianças com diferentes deficiências. Além disso, destaca-se o papel essencial do educador na mediação entre as vivências terapêuticas e os objetivos pedagógicos da escola. Conclui-se que a equoterapias é uma prática interdisciplinar promissora, capaz de enriquecer o processo educativo e promover uma inclusão mais efetiva e humanizada.
Mariana Domingues Barduco · Pedagogia · 2025
Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo refletir sobre a importância da memória afetiva na Educação Infantil, considerando seu papel fundamental no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral da criança. A pesquisa destaca que experiências emocionais positivas vividas na infância, especialmente no ambiente escolar, contribuem para a formação da identidade, fortalecimento dos vínculos afetivos e construção do conhecimento de forma significativa. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com abordagem bibliográfica, fundamentada em estudos teóricos de autores como Henri Wallon (2007), Lev Vygotsky (1991), Paulo Freire (1996) e Rubem Alves (2010), que abordam a relevância da afetividade e das relações interpessoais no processo educativo. Esses pensadores evidenciam que o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança ocorre de forma integrada, sendo a emoção um elemento essencial para a aprendizagem significativa. Além disso, a pesquisa se apoia em documentos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017), que reconhece o papel do afeto, do brincar e das interações sociais como pilares para o desenvolvimento integral na primeira infância. A memória afetiva, nesse contexto, é compreendida como o conjunto de lembranças carregadas de emoção, que influenciam a maneira como a criança percebe a si mesma, o outro e o mundo. Os resultados da análise apontam que o ambiente escolar tem papel decisivo na construção dessas memórias, uma vez que as experiências afetivas vividas com professores e colegas podem deixar marcas duradouras, capazes de despertar prazer em aprender e fortalecer a confiança da criança em suas próprias capacidades. O educador, ao atuar de forma sensível e acolhedora, torna-se mediador essencial desse processo, favorecendo o vínculo entre emoção e conhecimento. Conclui-se que a valorização da memória afetiva na Educação Infantil contribui para uma prática pedagógica mais humanizada, que reconhece a criança como sujeito integral, dotado de emoções, pensamentos e sentimentos. Assim, a presença do afeto na educação não é apenas um complemento, mas uma necessidade para que o ensino se torne realmente significativo e transformador.
Rafaela Cristina de Alcântara Mello · Direito · 2023
A lei 10.639/2003, que determina o ensino obrigatório da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas é um avanço na valorização da diversidade étnico-racial e na luta contra o racismo no Brasil. Contudo, apesar de sua promulgação e das diretrizes para a educação inclusiva na Constituição Federal de 1988, falta a aplicação efetiva dessa lei no ambiente educacional brasileiro. O objetivo deste artigo é analisar os desafios enfrentados na implementação desses diplomas legais na educação básica e na formação de professores. Para isso, foi realizada revisão bibliográfica e análise crítica do recorte desta pesquisa. Evidenciouse, assim, que apesar de ter legislação regulamentando e em plena vigência, não há empregabilidade eficaz na educação básica. E não há uma fiscalização confirmada por parte do poder público.