Liciana Vaz de Arruda Silveira · Psicologia · 2025
A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino superior tem avançado no Brasil, mas ainda enfrenta desafios acadêmicos, sociais e psicológicos. Estratégias como flexibilização curricular, tecnologias assistivas, suporte psicopedagógico e formação docente são essenciais. Revisões sistemáticas evidenciam avanços, limitações e a necessidade de políticas e práticas que promovam a permanência e o sucesso desses alunos. Esta revisão sistemática foi registrada no PROSPERO com número de protocolo CRD42025646522. A estratégia de busca foi realizada nas bases de dados Pubmed (MEDLINE), Embase, Web of Science e PsycINFO. Foram incluídos estudos originais que investigaram estratégias e intervenções voltadas a estudantes universitários com TEA, considerando desfechos relacionados à permanência, aprendizagem, participação e inclusão acadêmica. A seleção, extração e síntese dos dados foram realizadas de forma padronizada, assegurando transparência e reprodutibilidade. Do total de 734 registros identificados, 11 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os estudos foram publicados entre 2021 e 2025 e majoritariamente escritos em inglês, com destaque para pesquisas conduzidas no Brasil e nos Estados Unidos. Observou-se predominância de delineamentos qualitativos, refletindo a necessidade de compreender experiências e contextos individuais da inclusão. O crescimento das publicações coincide com o aumento de matrículas de estudantes autistas no ensino superior e com a consolidação de políticas inclusivas. Os resultados evidenciam o potencial de apoios individualizados, programas de mentoria e recursos tecnológicos como caminhos promissores, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de adaptações institucionais e maior engajamento docente para garantir práticas inclusivas e sustentáveis.
Jaqueline Cristina Ferreira · Psicologia · 2025
O ingresso e a permanência na universidade representam um período de significativas demandas adaptativas, que podem ser particularmente desafiadoras para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta revisão integrativa da literatura teve como objetivo identificar os fatores de risco e de proteção associados à saúde mental dessa população no contexto do ensino superior. O método consistiu na busca e análise de artigos científicos nas bases de dados SciELO e Pepsic, publicados entre 2015 e 2025, totalizando 17 estudos que compuseram o corpus final. Os resultados foram organizados em uma tabela sintética e analisados tematicamente. A análise evidenciou que os principais fatores de risco incluem o diagnóstico tardio, a presença de comorbidades como ansiedade e depressão, a prática exaustiva do masking (camuflagem social) e as barreiras impostas pelo ambiente acadêmico não adaptado. Por outro lado, os fatores de proteção identificados foram o autoconhecimento propiciado pelo diagnóstico, o suporte familiar e entre pares neurodivergentes, o acesso a serviços de saúde mental especializados e o desenvolvimento da autoaceitação. Conclui-se que a saúde mental do universitário com TEA é um constructo multidimensional, influenciado pela interação entre suas características individuais e a capacidade do ambiente em oferecer suporte adequado, sendo premente a implementação de políticas de inclusão e permanência que considerem suas necessidades específicas.
Gabriela Trombeta Santos · Psicologia · 2025
A neurodiversidade tem sido reconhecida como uma fonte potencial de vantagem competitiva para empresas. Com a evolução da força de trabalho global, torna-se essencial compreender, desenvolver e implementar estratégias que promovam o bem-estar de trabalhadores neurodivergentes e potencializem suas habilidades únicas. Entretanto, estudos sobre neurodiversidade em contextos laborais são recentes, configurando-se como uma área de pesquisa relativamente nova. Neste sentido, esta pesquisa tem como objetivo realizar uma revisão guarda-chuva sobre neurodiversidade e trabalho, buscando identificar (a) que tipos de estudo têm sido realizados, (b) a que tipo de neurodiversidade se referem e (c) quais são as evidências indicadas por eles. A busca ocorreu nas bases Psycnet, PubMed, Web of Science, Scopus, SciELO, Redalyc e BVS Saúde, recuperando estudos publicados até maio de 2025. Foram selecionados dez estudos de revisão relacionados à neurodiversidade e trabalho, realizados com adultos trabalhadores, e publicados em português, inglês ou espanhol, em revistas revisadas por pares, nos últimos 5 anos. Predominaram estudos descritivos e qualitativos. Quatro abordaram as neurodivergências de forma geral, sem distinguí-las. Quatro focaram em pessoas no espectro autista, um em pessoas com dislexia e outro em transtornos de aprendizagem. As evidências concentraram-se em três eixos temáticos: (a) percepções de empregadores sobre a neurodiversidade no contexto de trabalho, (b) barreiras e facilitadores da inclusão e do sucesso profissional e (c) intervenções e estratégias de suporte. Futuras pesquisas devem ampliar grupos estudados, incorporar variáveis sociodemográficas e utilizar métodos mistos e longitudinais, fortalecendo evidências sobre políticas e práticas inclusivas.
Bárbara Gabriel de Campos · Psicologia · 2025
O Transtorno do Espectro Autista, conforme o DSM-5-TR, caracteriza-se por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Com o aumento dos diagnósticos e necessidade de fortalecer estratégias inclusivas, a escola tornou-se um espaço essencial para intervenções que promovam o desenvolvimento de crianças com TEA, destacando o Acompanhante Terapêutico, profissional que auxilia nas necessidades da criança e favorece inclusão, ampliando o desenvolvimento acadêmico, social e emocional. Este estudo consiste em uma revisão sistemática cujo objetivo geral é analisar como a atuação do AT influencia o desenvolvimento social e acadêmico de crianças com TEA no ambiente escolar. Foram selecionados 10 artigos publicados entre 2020 e 2025, que abordam o papel do AT como mediador e facilitador da inclusão, respaldos legais, suas práticas pedagógicas e terapêuticas, os avanços observados no desenvolvimento das crianças e os desafios enfrentados pelos profissionais. Foram excluídos teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso, projetos de iniciação científica, artigos de revisão, livros, guias, manuais, cartilhas, coletâneas, materiais indisponíveis, sem relação com o tema pelo título e pouco relacionados com o tema. Os resultados mostram que o AT promove autonomia, comunicação, comportamento e participação acadêmica e socialização das crianças. Observa-se que, embora não regulamentada como profissão, sua atuação tem respaldo legal e importância central na a educação inclusiva. Apesar da escassez de publicações específicas, é possível concluir que a presença do AT é indispensável para uma educação equitativa e acessível, reforçando a importância de mais pesquisas sobre o tema.
Ana Luiza Aparecida Aguiar · Pedagogia · 2025
O presente estudo abordou a importância da inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino regular, focando nas práticas pedagógicas adequadas. O objetivo principal foi analisar as implicações no desenvolvimento do estudante com TEA. A pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva, fundamentou-se em uma revisão sistemática da literatura. Os principais resultados identificaram que o ensino estruturado, como o proposto pelo programa TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children), é o meio facilitador mais eficiente para a cultura do autismo, pois oferece estrutura e organização que se adaptam à criança, potencializando suas facilidades visuais e minimizando a ansiedade. Concluiu-se que o docente deve atuar como mediador, buscando novas formas de ensinar e acreditando na capacidade de aprendizado de cada aluno com TEA, priorizando suas habilidades.