Liliane de Medeiros Perestrelo · Biomedicina · 2025
Este estudo teve como objetivo analisar o papel do Biomédico Esteta na promoção de um cuidado humanizado voltado a pacientes em tratamento oncológico, considerando aspectos técnicos, éticos e legais da profissão. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica sistemática com abordagem qualitativa e caráter exploratóriodescritivo. Foram selecionados e analisados 14 artigos completos publicados entre 2011 e 2025, disponíveis nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Acadêmico, além de documentos oficiais do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e das resoluções do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). Os descritores utilizados incluíram “câncer de mama”, “mastectomia”, “dor oncológica”, “drenagem linfática manual”, “massagem terapêutica”, “reações cutâneas”, “estética aplicada à oncologia” e “biomedicina estética”. Os critérios de inclusão contemplaram artigos completos em português e inglês, com acesso aberto, que abordassem diretamente os efeitos adversos das terapias antineoplásicas e a atuação do Biomédico Esteta. Foram excluídos trabalhos duplicados, resumos sem texto completo e publicações sem correlação direta com a oncologia ou com a prática estética biomédica. A análise evidenciou que os tratamentos oncológicos, como quimioterapia, radioterapia, cirurgia e transplante de medula óssea, frequentemente provocam alterações cutâneas, linfedema, desconfortos físicos e impactos emocionais que comprometem a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes. Os resultados demonstraram que técnicas estéticas como drenagem linfática manual, massagem terapêutica e protocolos dermocosméticos adaptados contribuem para a redução de edemas, melhora da sensibilidade da pele, alívio da dor e fortalecimento da percepção corporal, promovendo acolhimento e relaxamento. Do ponto de vista ético e legal, a atuação do Biomédico Esteta encontra respaldo na Resolução CFBM nº 241/2014, que delimita suas competências na área estética, assegurando que os procedimentos sejam realizados de forma segura, ética e humanizada. Conclui-se que a Biomedicina Estética, ao unir conhecimento técnico-científico, respaldo normativo e sensibilidade no atendimento, desempenha papel essencial na assistência integral ao paciente com câncer, reforçando a importância de práticas individualizadas e multiprofissionais que preservem a autonomia e a dignidade do indivíduo. FACULDADE GALILEU Credenciada Portaria nº 422 de 28/04/2015 Publicado DOU 29/04/2015 Av. Marginal 200, nº 680 - Vila Real - Botucatu-SP Telefone: (14) 3354-1315 / (14) 3354-1723 - www.faculdadegalileu.com.br
Giovanna Calore Gabriel · Biomedicina · 2025
O melasma é uma condição marcada pelo surgimento de manchas escuras, geralmente no rosto, e afeta principalmente mulheres com fototipos mais elevados. Sua origem é multifatorial, envolvendo predisposição genética, alterações hormonais, processos inflamatórios e, sobretudo, a exposição à radiação ultravioleta e à luz visível. Considerando seu impacto estético e emocional, este trabalho analisou o papel da fotoproteção na prevenção do melasma. A literatura mostra que o uso diário de filtros solares físicos e químicos, barreiras físicas e fotoproteção oral, como o extrato de Polypodium leucotomos, reduz significativamente o risco de surgimento e agravamento das manchas. Conclui-se que essas medidas devem ser adotadas de forma contínua, e que o biomédico esteta desempenha papel essencial ao orientar o uso correto da fotoproteção e promover educação preventiva, contribuindo para a redução da recorrência e para a manutenção da saúde da pele.
Heloísa Camargo Pessoa · Biomedicina · 2025
As hipercromias cutâneas representam um desafio frequente na prática dermatológica, afetando a autoestima e a qualidade de vida dos indivíduos. Este trabalho analisa o papel da fotoproteção na prevenção, tratamento e manutenção dos resultados terapêuticos de condições como o melasma e a hipercromia pós-inflamatória. Estudos nacionais e internacionais que discutem os mecanismos fotobiológicos da radiação ultravioleta e da luz visível, bem como a eficácia de filtros solares físicos, químicos e pigmentados. Foram consideradas publicações que abordam tanto a utilização isolada de fotoprotetores quanto a associação com terapias complementares, incluindo ácidos despigmentantes e antioxidantes, a fim de compreender de forma abrangente os avanços científicos relacionados ao tema. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão narrativa da literatura, com base em publicações indexadas na base Scielo entre os anos de 2015 e 2026. Foi observado que formulações pigmentadas oferecem proteção adicional contra a luz visível, sendo especialmente relevantes para fototipos mais altos. Contudo, barreiras estéticas, sensoriais e econômicas impactam a adesão do paciente, comprometendo a eficácia terapêutica. Dessa forma, os achados revelam que a fotoproteção desempenha papel central no manejo das hipercromias, devendo ser compreendida não apenas como prevenção, mas como parte integrante e indispensável do tratamento, o que reforça a necessidade de maior conscientização, educação em saúde e desenvolvimento de produtos acessíveis que favoreçam a adesão ao uso contínuo.
Leandro Egger Assine Ribeiro · Biomedicina · 2025
O desenvolvimento de novos fármacos é um processo complexo, demorado e oneroso, que demanda métodos precisos e éticos para avaliação toxicológica. Tradicionalmente, utilizam-se modelos in vitro bidimensionais e testes em animais, porém essas abordagens apresentam limitações quanto à representatividade fisiológica e à previsão de respostas humanas. Nesse contexto, os sistemas órgão-em-chip (organ-on-a-chip, OoC) emergem como uma inovação promissora, ao combinar microfluídica, engenharia de tecidos e biotecnologia para reproduzir funções fisiológicas humanas em plataformas miniaturizadas. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a aplicação dos sistemas órgão-em-chip na avaliação toxicológica de fármacos e substâncias químicas. Foram revisados estudos publicados entre 2010 e 2025 nas bases PubMed, Scopus, ScienceDirect, Google Scholar e Semantic Scholar. A literatura analisada demonstrou que os OoCs oferecem maior precisão preditiva, controle experimental e redução do uso de animais, destacando-se modelos de fígado, pulmão e sistemas multi-órgão. Entre os desafios observados estão a padronização dos dispositivos, os altos custos de produção e a necessidade de validação regulatória. Conclui-se que os sistemas órgão-em-chip representam uma ferramenta inovadora e ética para a toxicologia moderna, com potencial para acelerar o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e eficazes.
Julia Vitória da Silva Pereira · Biomedicina · 2025
O presente trabalho realiza a análise dos principais mecanismos de resistência a carbapenêmicos em duas bactérias gram-negativas de alta relevância clínica: Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) e Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos (CRAB). Embora pertencentes a gêneros distintos, apresentam várias semelhanças quando se trata de resistência antimicrobiana. K. pneumoniae se destaca pela produção de enzimas de classe A, que promovem a quebra do anel β-lactâmico e formam estruturas protetoras como biofilmes, o que dificulta a ação dos medicamentos antimicrobianos, já A. baumannii emprega vários métodos dinâmicos de defesa, como as alterações em proteínas da membrana que se ligam a penicilina (PBPs), redução da permeabilidade da membrana externa, produção de enzimas OXA-carbapenemases e ativação de bombas de efluxo. Ambas as espécies possuem afinidade principalmente por ambientes hospitalares, com grande interesse entre pacientes imunocomprometidos, levando para o aumento das taxas de morbimortalidade, além da sobrecarga nas unidades de terapia intensiva (UTIs) e os sistemas de saúde. A dificuldade desses processos torna os tratamentos mais restritos devido às opções terapêuticas disponíveis para combater as infecções. Compreender bem esses processos é importante para identificar os padrões, mostrando a necessidade de intervenções políticas públicas urgentes e incentivando a formulação de novas estratégias epidemiológicas coordenadas e sustentáveis. A resistência antimicrobiana pode desencadear um colapso da capacidade terapêutica, representando uma ameaça em potencial à saúde pública global.
Júlia Moreno Felicio · Biomedicina · 2025
A doença renal crônica (DRC) é um agravo de saúde pública global caracterizado pela perda irreversível da função renal, com fatores como diabetes e hipertensão associados ao aumento de sua prevalência. No Brasil, estima-se que 6,7% da população seja afetada, enquanto globalmente a prevalência varia entre 10% e 14%. A progressão da DRC é classificada em estágios de 0 a 5, sendo o último associado à necessidade de diálise ou transplante renal. Pacientes com DRC frequentemente utilizam múltiplos medicamentos, configurando polifarmácia, o que aumenta o risco de interações medicamentosas (IM), que podem ser farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, com impactos na eficácia terapêutica e segurança do paciente. Os grupos de fármacos mais envolvidos incluem IECA/ARBs combinados com AINEs, anticoagulantes, antibióticos nefrotóxicos, antidiabéticos e analgésicos. Estratégias de “drug stewardship”, como reconciliação medicamentosa, ajuste de dose baseado no eGFR (CKD‑EPI), monitoramento laboratorial e participação do profissional biomédico demonstraram reduzir significativamente a incidência de IM graves e melhorar a segurança terapêutica. O presente trabalho, de caráter integrativo, evidencia a importância da vigilância farmacoterapêutica e do uso racional de medicamentos para reduzir riscos, otimizar tratamentos e promover melhor qualidade de vida para pacientes com DRC.
Vitória Gonçalves Iauch · Biomedicina · 2025
O mieloma múltiplo (MM) é um câncer originado de plasmócitos anormais que se proliferam descontroladamente na medula óssea, manifestando evolução progressiva e sem cura definitiva. A maioria dos diagnósticos ocorre em adultos mais velhos, principalmente homens entre 65 e 74 anos. O diagnóstico é definido por dois dos três sinais dos “Critérios de CRAB” comumente apresentados como lesão óssea, presença de proteína M urinária e plasmática e pelo menos 10% de plasmócitos na medula óssea. O Sistema de Estadiamento Internacional (ISS) é amplamente utilizado para avaliação prognóstica dos indivíduos. As alterações laboratoriais do mieloma múltiplo (MM) são evidenciadas nos exames tornando se úteis como ferramentas diagnósticas ou monitoramento da doença, tais como: hemograma, dosagem de cálcio e ureia, eletroforese de proteínas, dosagem de cadeia leve livre provenientes de imunoglobulina sérica, exames de imagem e biopsia da medula óssea. O objetivo principal deste trabalho foi descrever a fisiopatologia do mieloma múltiplo e detalhar os aspectos clínicos e laboratoriais a fim de orientar os estudantes e profissionais da saúde na interpretação dos exames no diagnóstico e prognóstico. Para o desenvolvimento deste trabalho, foi realizado o levantamento bibliográfico de 309 artigos e selecionado 26 artigos de artigos nos últimos 10 anos (2015 à 2025). Assim, reforça-se a necessidade de ampliar a divulgação de informações sobre o mieloma múltiplo, incluindo suas manifestações clínicas e laboratoriais, tanto entre profissionais da saúde quanto para a população. Os diagnósticos tardios podem causar consequências graves como lesões que comprometem a qualidade de vida do paciente, dificultando seu tratamento e podendo evoluir para uma condição irreversível e fatal.