Interações medicamentosas em pacientes com doença renal crônica
Autores
- Júlia Moreno Felicio — Faculdade Galileu
Resumo
A doença renal crônica (DRC) é um agravo de saúde pública global caracterizado pela perda irreversível da função renal, com fatores como diabetes e hipertensão associados ao aumento de sua prevalência. No Brasil, estima-se que 6,7% da população seja afetada, enquanto globalmente a prevalência varia entre 10% e 14%. A progressão da DRC é classificada em estágios de 0 a 5, sendo o último associado à necessidade de diálise ou transplante renal. Pacientes com DRC frequentemente utilizam múltiplos medicamentos, configurando polifarmácia, o que aumenta o risco de interações medicamentosas (IM), que podem ser farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, com impactos na eficácia terapêutica e segurança do paciente. Os grupos de fármacos mais envolvidos incluem IECA/ARBs combinados com AINEs, anticoagulantes, antibióticos nefrotóxicos, antidiabéticos e analgésicos. Estratégias de “drug stewardship”, como reconciliação medicamentosa, ajuste de dose baseado no eGFR (CKD‑EPI), monitoramento laboratorial e participação do profissional biomédico demonstraram reduzir significativamente a incidência de IM graves e melhorar a segurança terapêutica. O presente trabalho, de caráter integrativo, evidencia a importância da vigilância farmacoterapêutica e do uso racional de medicamentos para reduzir riscos, otimizar tratamentos e promover melhor qualidade de vida para pacientes com DRC.
Palavras-chave: ckd-epi, doença renal crônica, interações medicamentosas, polifarmácia, segurança terapêutica