Uso de sistemas órgão em chip na avaliação toxicológica de novos fármacos uma revisão de literatura
Autores
- Leandro Egger Assine Ribeiro — Faculdade Galileu
Resumo
O desenvolvimento de novos fármacos é um processo complexo, demorado e oneroso, que demanda métodos precisos e éticos para avaliação toxicológica. Tradicionalmente, utilizam-se modelos in vitro bidimensionais e testes em animais, porém essas abordagens apresentam limitações quanto à representatividade fisiológica e à previsão de respostas humanas. Nesse contexto, os sistemas órgão-em-chip (organ-on-a-chip, OoC) emergem como uma inovação promissora, ao combinar microfluídica, engenharia de tecidos e biotecnologia para reproduzir funções fisiológicas humanas em plataformas miniaturizadas. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a aplicação dos sistemas órgão-em-chip na avaliação toxicológica de fármacos e substâncias químicas. Foram revisados estudos publicados entre 2010 e 2025 nas bases PubMed, Scopus, ScienceDirect, Google Scholar e Semantic Scholar. A literatura analisada demonstrou que os OoCs oferecem maior precisão preditiva, controle experimental e redução do uso de animais, destacando-se modelos de fígado, pulmão e sistemas multi-órgão. Entre os desafios observados estão a padronização dos dispositivos, os altos custos de produção e a necessidade de validação regulatória. Conclui-se que os sistemas órgão-em-chip representam uma ferramenta inovadora e ética para a toxicologia moderna, com potencial para acelerar o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e eficazes.
Palavras-chave: Avaliação de fármacos, Biotecnologia, Modelos in vitro, Organ-on-a-chip, Toxicologia