Estratégias de resistência em Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii implicações diagnósticas e epidemiológicas
Autores
- Julia Vitória da Silva Pereira — Faculdade Galileu
Resumo
O presente trabalho realiza a análise dos principais mecanismos de resistência a carbapenêmicos em duas bactérias gram-negativas de alta relevância clínica: Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) e Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos (CRAB). Embora pertencentes a gêneros distintos, apresentam várias semelhanças quando se trata de resistência antimicrobiana. K. pneumoniae se destaca pela produção de enzimas de classe A, que promovem a quebra do anel β-lactâmico e formam estruturas protetoras como biofilmes, o que dificulta a ação dos medicamentos antimicrobianos, já A. baumannii emprega vários métodos dinâmicos de defesa, como as alterações em proteínas da membrana que se ligam a penicilina (PBPs), redução da permeabilidade da membrana externa, produção de enzimas OXA-carbapenemases e ativação de bombas de efluxo. Ambas as espécies possuem afinidade principalmente por ambientes hospitalares, com grande interesse entre pacientes imunocomprometidos, levando para o aumento das taxas de morbimortalidade, além da sobrecarga nas unidades de terapia intensiva (UTIs) e os sistemas de saúde. A dificuldade desses processos torna os tratamentos mais restritos devido às opções terapêuticas disponíveis para combater as infecções. Compreender bem esses processos é importante para identificar os padrões, mostrando a necessidade de intervenções políticas públicas urgentes e incentivando a formulação de novas estratégias epidemiológicas coordenadas e sustentáveis. A resistência antimicrobiana pode desencadear um colapso da capacidade terapêutica, representando uma ameaça em potencial à saúde pública global.
Palavras-chave: Acinetobacter baumannii, Carbapenêmicos, Klebsiella pneumoniae, Resistência antimicrobiana, Saúde pública