Giovana Galkowski · Nutrição · 2025
A presente revisão bibliográfica buscou compreender a relação entre os métodos de rápida perda de peso e a ocorrência de distúrbios e transtornos alimentares em atletas de esportes de combate, como judô, karatê e taekwondo. A literatura científica aponta consenso quanto à elevada prevalência dessas práticas, motivadas pela necessidade de adequação às categorias de peso e pela busca por vantagem competitiva. Os resultados evidenciam que a perda de peso rápida é amplamente disseminada nessas modalidades, sendo alcançada por meio de estratégias potencialmente prejudiciais, como restrição alimentar severa, desidratação e uso de substâncias para controle de peso. Tais condutas acarretam impactos negativos sobre o desempenho, a saúde física e o equilíbrio psicológico, podendo evoluir para quadros de distúrbios ou transtornos alimentares. Verifica-se ainda que fatores como gênero, idade e nível competitivo influenciam a vulnerabilidade dos atletas, com maior incidência de comportamentos de risco entre mulheres e competidores jovens. Conclui-se que mais estudos são necessários para avaliar se as condições de distúrbios alimentares são transitórias ou permanecem mesmo no período não competitivo, em momentos que não há a necessidade de reduzir o peso corporal.
Livia da Silva Sousa · Nutrição · 2025
A seletividade alimentar é uma condição frequentemente observada em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizada pela recusa de alimentos, preferência por características específicas como textura, cor ou temperatura, e limitação do repertório alimentar. Esse comportamento alimentar está associado a comorbidades gastrointestinais, deficiências nutricionais e prejuízos no crescimento e na qualidade de vida dessas crianças. Diante desse cenário, a atuação do nutricionista é essencial, especialmente por meio de estratégias de educação nutricional e terapia nutricional individualizada. O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, cujo objetivo foi analisar, por meio da literatura científica, as contribuições da educação e terapia nutricional no manejo da seletividade alimentar em crianças com TEA. Foram selecionados dezesseis artigos publicados entre 2018 e 2025, obtidos nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados ao tema. Os resultados apontam que as estratégias mais eficazes incluem exposições graduais a novos alimentos, uso de recursos lúdicos e visuais, integração com terapias sensoriais e participação ativa da família. Também se observou que dietas restritivas e suplementações são amplamente utilizadas, porém apresentam evidências ainda inconclusivas. Conclui-se que a educação nutricional, quando adaptada às particularidades sensoriais e comportamentais da criança com TEA, representa uma das ferramentas mais promissoras para promover melhorias no comportamento alimentar, no estado nutricional e na qualidade de vida.