Apps Galileu
Faculdade Galileu
Faculdade Galileu

Repositório Acadêmico

Trabalhos de conclusão e pesquisas dos alunos da Galileu, com publicação autorizada.

2 trabalhos encontrados

Uso de sistemas órgão em chip na avaliação toxicológica de novos fármacos uma revisão de literatura

Leandro Egger Assine Ribeiro · Biomedicina · 2025

O desenvolvimento de novos fármacos é um processo complexo, demorado e oneroso, que demanda métodos precisos e éticos para avaliação toxicológica. Tradicionalmente, utilizam-se modelos in vitro bidimensionais e testes em animais, porém essas abordagens apresentam limitações quanto à representatividade fisiológica e à previsão de respostas humanas. Nesse contexto, os sistemas órgão-em-chip (organ-on-a-chip, OoC) emergem como uma inovação promissora, ao combinar microfluídica, engenharia de tecidos e biotecnologia para reproduzir funções fisiológicas humanas em plataformas miniaturizadas. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão de literatura, a aplicação dos sistemas órgão-em-chip na avaliação toxicológica de fármacos e substâncias químicas. Foram revisados estudos publicados entre 2010 e 2025 nas bases PubMed, Scopus, ScienceDirect, Google Scholar e Semantic Scholar. A literatura analisada demonstrou que os OoCs oferecem maior precisão preditiva, controle experimental e redução do uso de animais, destacando-se modelos de fígado, pulmão e sistemas multi-órgão. Entre os desafios observados estão a padronização dos dispositivos, os altos custos de produção e a necessidade de validação regulatória. Conclui-se que os sistemas órgão-em-chip representam uma ferramenta inovadora e ética para a toxicologia moderna, com potencial para acelerar o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e eficazes.

Interações medicamentosas em pacientes com doença renal crônica

Júlia Moreno Felicio · Biomedicina · 2025

A doença renal crônica (DRC) é um agravo de saúde pública global caracterizado pela perda irreversível da função renal, com fatores como diabetes e hipertensão associados ao aumento de sua prevalência. No Brasil, estima-se que 6,7% da população seja afetada, enquanto globalmente a prevalência varia entre 10% e 14%. A progressão da DRC é classificada em estágios de 0 a 5, sendo o último associado à necessidade de diálise ou transplante renal. Pacientes com DRC frequentemente utilizam múltiplos medicamentos, configurando polifarmácia, o que aumenta o risco de interações medicamentosas (IM), que podem ser farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, com impactos na eficácia terapêutica e segurança do paciente. Os grupos de fármacos mais envolvidos incluem IECA/ARBs combinados com AINEs, anticoagulantes, antibióticos nefrotóxicos, antidiabéticos e analgésicos. Estratégias de “drug stewardship”, como reconciliação medicamentosa, ajuste de dose baseado no eGFR (CKD‑EPI), monitoramento laboratorial e participação do profissional biomédico demonstraram reduzir significativamente a incidência de IM graves e melhorar a segurança terapêutica. O presente trabalho, de caráter integrativo, evidencia a importância da vigilância farmacoterapêutica e do uso racional de medicamentos para reduzir riscos, otimizar tratamentos e promover melhor qualidade de vida para pacientes com DRC.

Desenvolvido por