Maissa Rodrigues da Silva · Biomedicina · 2025
Este trabalho analisa os principais marcadores bioquímicos e neuroquímicos associados à depressão e à ansiedade, com foco em seus impactos sobre profissionais da perícia criminal. Esses transtornos estão entre as condições de saúde mental mais prevalentes no mundo, sendo classificados pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como Transtornos Depressivos (F32-F33) e Transtornos de Ansiedade (F41), e figuram entre as principais causas de incapacidade funcional. No Brasil, o cenário é crítico: o país lidera a prevalência de depressão na América Latina, o que exige atenção a categorias expostas a altos níveis de estresse, como os peritos forenses. O referencial teórico abrange quatro eixos: (1) desregulação dos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina; (2) ativação crônica do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal; (3) redução do fator neurotrófico derivado do cérebro, que compromete a plasticidade neural; e (4) aumento de citocinas inflamatórias como a interleucina-6 e o fator de necrose tumoral alfa. Os achados revelam que os peritos criminais estão vulneráveis ao adoecimento psíquico e que faltam políticas institucionais de prevenção e cuidado. Compreender esses marcadores é fundamental para embasar estratégias de intervenção em saúde mental no contexto da segurança pública.
Letícia Fernandahorácio · Biomedicina · 2025
A microbiota intestinal desempenha papel essencial na manutenção da homeostase do organismo e na regulação de funções neuropsiquiátricas. Evidências científicas indicam que a disbiose, caracterizada pelo desequilíbrio microbiano intestinal, está associada ao desenvolvimento de transtornos mentais de natureza psiquiátrica, como depressão e ansiedade generalizada. Esses transtornos podem surgir devido a processos inflamatórios sistêmicos e alterações neuroquímicas moduladas pela microbiota. Este trabalho teve como objetivo abordar a influência do eixo-intestino-cérebro, uma via de comunicação bidirecional entre o sistema nervoso central e o trato gastrointestinal na depressão e na ansiedade, identificando os principais microrganismos envolvidos, o impacto sistêmico da microbiota na saúde humana e as intervenções terapêuticas. Intervenções como o uso de probióticos e dietas ricas em fibras e antioxidantes demonstraram potencial para restaurar o equilíbrio microbiano e melhorar a saúde mental. Este estudo reforçou a relevância do eixo microbiota-intestino-cérebro como uma área emergente na ciência biomédica, com implicações para a prevenção e o tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas, além de apontar a necessidade de pesquisas futuras que consolidem a aplicação clínica dessas abordagens.
Nicoly Ribeiro da Cruz · Psicologia · 2025
A ansiedade configura-se como uma questão de saúde mental prevalente no contexto universitário, com impactos significativos na trajetória acadêmica e no bem-estar psicossocial dos estudantes. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre ansiedade e desempenho acadêmico em universitários, identificando os fatores desencadeadores, os impactos dessa condição e as estratégias de enfrentamento por eles utilizadas. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e narrativa, desenvolvida a partir da análise de 15 artigos científicos selecionados em bases indexadas, publicados entre 2019 e 2024. Os resultados, organizados em três eixos temáticos, indicam que os fatores desencadeadores são multifatoriais, englobando pressões acadêmicas e institucionais, vulnerabilidades socioeconômicas e dinâmicas psicossociais de comparação. Os impactos manifestam-se em um ciclo vicioso que compromete funções cognitivas (concentração, memória, planejamento) e a saúde psíquica, afetando a autoconfiança e a identidade estudantil. Quanto às estratégias de enfrentamento, identificou-se um repertório diversificado em três níveis: individual, grupal e institucional. Conclui-se que a ansiedade acadêmica é um fenômeno psicossocial complexo, exigindo uma abordagem ecológica e corresponsável que articule esforços individuais a transformações institucionais para a promoção de um ambiente universitário saudável e acolhedor.