Erica dos Santos Garcia · Nutrição · 2025
Os transtornos mentais tais como depressão e ansiedade têm se tornado cada vez mais prevalentes na população mundial, o que exige abordagens integrativas para sua prevenção e tratamento. A ciência tem demonstrado que a microbiota intestinal exerce papel fundamental na regulação do eixo intestino-cérebro, influenciando a saúde mental por meio de vias neuroquímicas, imunológicas e endócrinas. A alimentação, como fator modulador da microbiota, emerge como ferramenta terapêutica promissora na promoção da saúde emocional. Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a nutrição,a microbiota intestinal e os transtornos de depressão e ansiedade, discutindo mecanismos fisiológicos envolvidos e apresentando intervenções dietéticas baseadas em evidências científicas. Espera-se que o estudo contribua para ampliar a compreensão sobre a interface entre nutrição e saúde mental, além de incentivar estratégias nutricionais no contexto do cuidado interdisciplinar em saúde.
Daiane Aparecida Leite · Psicologia · 2025
O presente estudo investigou aspectos do desenvolvimento socioemocional de crianças da educação infantil, analisando como o uso excessivo de telas pode impactar o desenvolvimento integral. A metodologia adotada foi uma revisão sistemática de literatura, conduzida conforme o protocolo PRISMA, envolvendo artigos publicados entre 2020 e 2025. Ao final do processo, nove estudos atenderam integralmente aos critérios de inclusão. O objetivo central consistiu em compreender de que forma o uso excessivo de dispositivos digitais afeta o desenvolvimento das competências socioemocionais nessa faixa etária. A análise dos artigos selecionados permitiu organizar os achados em sete categorias, que evidenciam a importância do desenvolvimento socioemocional e os fatores que o influenciam, favorecem ou dificultam. Os resultados mostram como esse desenvolvimento tem sido abordado nas escolas, as principais problemáticas identificadas e o papel essencial do brincar como ferramenta de aprendizagem. Também foram discutidos os impactos do tempo excessivo diante das telas, incluindo possíveis prejuízos à empatia, uma vez que essa competência depende de interações sociais que podem ser reduzidas pelo uso exagerado de dispositivos digitais. Por fim, os estudos revisados apresentam benefícios, desafios, boas práticas e recomendações que contribuem para o aprimoramento das ações educativas e para uma compreensão mais ampla do tema.
Bruna Aparecida de Camargo Soares · Psicologia · 2025
A violência doméstica contra a mulher é um fenômeno complexo, influenciado por fatores históricos, culturais e emocionais que dificultam a ruptura de ciclos abusivos. Entre esses fatores, destaca-se a dependência emocional, compreendida, na perspectiva da Análise do Comportamento, como um padrão de respostas aprendidas e mantidas por contingências específicas de reforçamento. Este estudo teve como objetivo compreender, sob a ótica analítico-comportamental, os elementos que dificultam o rompimento de ciclos abusivos em mulheres vítimas de violência doméstica, com ênfase nas relações funcionais relacionadas à dependência emocional. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO, LILACS, PubMed, PePSIC e Google Acadêmico. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 12 artigos publicados entre 2018 e 2025 compuseram a amostra final. A análise temática evidenciou que a permanência em relacionamentos abusivos é sustentada principalmente por reforçamento negativo, quando a permanência reduz conflitos, ameaças ou punições e por reforçamento intermitente, marcado pela alternância entre episódios de violência e demonstrações de afeto. Fatores socioculturais, econômicos e a ausência de redes de apoio também reduzem alternativas de resposta e favorecem a manutenção desses vínculos. Conclui-se que a compreensão das relações funcionais envolvidas na dependência emocional é fundamental para orientar intervenções clínicas e políticas públicas que ampliem o repertório comportamental das mulheres, fortaleçam habilidades de enfrentamento e ofereçam novas fontes de reforço capazes de apoiar o rompimento de ciclos coercitivos.
Gabriel Henrique Camargo Sobrinho · Psicologia · 2025
Este estudo tem como objetivo analisar de que maneira a negligência, especialmente em suas dimensões afetiva, social e institucional, contribui para a invisibilidade do abuso infantil masculino. A pesquisa evidencia que a negligência atua não apenas como uma forma de violência direta, mas também como antecedente e fator de risco para outras violências, como o abuso sexual. A partir de uma revisão narrativa de literatura, compreendeu-se que normas culturais que associam masculinidade à força e à ausência de vulnerabilidade dificultam a identificação, acolhimento e proteção dos meninos vítimas de abuso. As instituições, influenciadas por esse paradigma, frequentemente falham em oferecer suporte adequado. Assim, a negligência produz marcas psicológicas duradouras, como isolamento, baixa autoestima e dificuldades relacionais, perpetuando significativos impactos na vida adulta. Conclui-se que romper a invisibilidade do sofrimento infantil masculino exige uma abordagem ética e multidisciplinar, fundamentada em ações preventivas, formativas e acolhedoras.