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Faculdade Galileu
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Repositório Acadêmico

Trabalhos de conclusão e pesquisas dos alunos da Galileu, com publicação autorizada.

5 trabalhos encontrados

A angústia como caminho de constituição da identidade: uma leitura a partir da psicologia existencial.

Angelica Carolina Santo Cordeiro · Psicologia · 2025

O presente estudo investiga a vivência da angústia sob a perspectiva da psicologia fenomenológico-existencial, contextualizando-a na tensão contemporânea da medicalização do sofrimento. O objetivo central é analisar o potencial da angústia, fundamentada na analítica de Martin Heidegger, como fator propulsor para a individuação e a constituição de uma identidade autêntica. A metodologia consistiu em uma cuidadosa revisão bibliográfica de 10 artigos científicos e da obra Ser e Tempo. Os resultados demonstram que a angústia é a disposição que de forma radical rompe com a impessoalidade (das Man) e a decadência cotidiana, revelando ao Dasein sua liberdade e finitude (ser-para-a-morte). Contudo, a medicalização excessiva atua como um mecanismo que silencia esse chamado existencial. Concluise que o tamponamento farmacológico da angústia obstrui o processo de auto confrontação, impedindo a apropriação da própria existência autêntica em favor da funcionalidade imediata.

A influência da pressão estética na incidência de transtornos alimentares: um estudo sobre padrões de beleza e saúde mental

Isaadora da Cunha Zerbinato · Psicologia · 2025

O presente trabalho tem como objetivo analisar a influência das redes sociais na construção de padrões estéticos irreais e suas consequências no desenvolvimento de transtornos alimentares, especialmente entre mulheres. Sabe-se que a era digital intensificou a exposição à chamada “ditadura da beleza”, onde a busca pelo corpo ideal está associada à aceitação social e à autoestima. A constante comparação com imagens idealizadas, muitas vezes editadas e irreais, colabora para a insatisfação corporal e comportamentos prejudiciais à saúde física e mental, chamando atenção para o crescimento dos transtornos alimentares, como por exemplo a dismorfia corporal, a anorexia e a bulimia. Nesse contexto, destacou-se a importância da psicoterapia cognitivo-comportamental como abordagem eficaz no tratamento dos transtornos alimentares, promovendo a reestruturação cognitiva, a aceitação da imagem corporal e a construção de uma autoestima mais saudável. O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, no qual foram selecionados 11 artigos publicados entre os anos 2002 e 2025, e após a análise minuciosa de cada um deles, entendeu-se que diversos são os impactos da mídia e das redes sociais na ideia subjetiva de corpo ideal para cada pessoa, dentre os negativos tem-se as diversas formas de expressão dos transtornos alimentares que causam sofrimentos e disfunções em diferentes âmbitos da vida do sujeito, também foi possível notar que a maioria dos autores afirmou a necessidade de mais estudos da área. O estudo propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos da pressão estética midiática e aponta caminhos terapêuticos para o enfrentamento dessa realidade, considerando ser um constante estudo social.

A atuação do psicólogo na Atenção Primária à Saúde no Brasil: desafios, estratégias e perspectivas a partir de uma revisão integrativa

Julia Beatriz Vicente · Psicologia · 2025

A inserção do psicólogo na Atenção Primária à Saúde (APS) constitui um campo de desafios e oportunidades para a consolidação de práticas alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, analisando produções publicadas entre 2010 e 2024, com o objetivo de identificar os principais desafios, estratégias e contribuições relacionadas à atuação psicológica na APS. Os resultados indicam que, embora haja avanços na inserção do psicólogo em equipes multiprofissionais e no desenvolvimento de práticas como o apoio matricial, persistem dificuldades relacionadas à formação centrada no modelo clínico tradicional, à indefinição de papéis e à resistência interprofissional. As estratégias mais efetivas incluem o fortalecimento do trabalho interdisciplinar, a adoção da clínica ampliada e o investimento em educação permanente. Conclui-se que a consolidação da Psicologia na APS demanda uma transformação paradigmática que reconheça o cuidado em sua dimensão integral e territorial, favorecendo o diálogo interprofissional e a construção de práticas emancipatórias na saúde pública. Este estudo contribui ao fornecer subsídios para a qualificação da formação e da prática profissional em Psicologia no âmbito da APS.

Inclusão de pessoas com Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade (TDAH) na universidade

Sabrina Barberis de Bianchi · Psicologia · 2025

O presente trabalho consiste em uma revisão sistemática da literatura, cujo objetivo foi identificar, reunir e analisar produções científicas que abordam a inclusão de pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no contexto do ensino superior. A busca foi realizada na base de dados PEPSIC e Scielo, utilizando as palavras-chave “TDAH”, “diagnóstico” e “universidade”. Foram incluídos artigos em português, publicados entre os anos de 2015 e 2025, que relacionam o TDAH à experiência universitária. Após a seleção, cinco estudos atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados quanto aos objetivos, participantes, componentes de intervenção e principais achados. Os resultados evidenciaram que estudantes universitários com TDAH enfrentam desafios significativos relacionados à atenção, organização e desempenho acadêmico, os quais podem ser agravados pela falta de compreensão institucional sobre o transtorno.

NEGLIGÊNCIA NO ABUSO INFANTIL MASCULINO

Gabriel Henrique Camargo Sobrinho · Psicologia · 2025

Este estudo tem como objetivo analisar de que maneira a negligência, especialmente em suas dimensões afetiva, social e institucional, contribui para a invisibilidade do abuso infantil masculino. A pesquisa evidencia que a negligência atua não apenas como uma forma de violência direta, mas também como antecedente e fator de risco para outras violências, como o abuso sexual. A partir de uma revisão narrativa de literatura, compreendeu-se que normas culturais que associam masculinidade à força e à ausência de vulnerabilidade dificultam a identificação, acolhimento e proteção dos meninos vítimas de abuso. As instituições, influenciadas por esse paradigma, frequentemente falham em oferecer suporte adequado. Assim, a negligência produz marcas psicológicas duradouras, como isolamento, baixa autoestima e dificuldades relacionais, perpetuando significativos impactos na vida adulta. Conclui-se que romper a invisibilidade do sofrimento infantil masculino exige uma abordagem ética e multidisciplinar, fundamentada em ações preventivas, formativas e acolhedoras.

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