Estudo de preservação da antiga estação de Vitoriana/SP
O tema proposto neste trabalho se insere no contexto da restauração arquitetônica do patrimônio da industrialização. O texto se inicia contando como surgiu os primeiros vestígios urbanos do distrito de Vitoriana, decorrente da exploração do café do estado de São Paulo, a partir da grande produção e exportação de café das fazendas de Conde Serra Negra, que foi o impulso para a economia e arquitetura de Vitoriana na época. O surgimento da linha férrea foi o grande ponto para que acontecesse a expansão urbana naquele local. O trabalho tem como objetivo desenvolver um projeto de restauro para a antiga estação ferroviária da Estrada de Ferro Sorocabana, localizada no distrito de Vitoriana-SP, a 12 km de Botucatu. Com a chegada da ferrovia em 1888, Vitoriana viveu o seu auge, a partir de 1º de junho de 1893, a estação passou a ser também ponto de partida do ramal de Porto Martins, ligando a linha principal ao novo ramal de São Manuel que foi construído por Ituana e posteriormente fusionado pela Estrada Sorocabana. Foi construído um edifício para abrigar a estação em 1911, com estilo arquitetônico eclético, funcionando até 1954. Atualmente no prédio é implantada uma escola de ensino fundamental, passando por diversas reformas de ampliação. O propósito deste projeto é articular o papel e a relevância da acessibilidade e a disposição de um espaço, contribuindo para que ele se torne funcional para atender as necessidades da população que irá usufruir do local, de forma harmônica e segura. A metodologia utilizada no trabalho foi através de pesquisas bibliográficas, projetos e artigos semelhantes, entrevistas com a diretoria e funcionários da escola e da Estrada Férrea Sorocabana e feito levantamentos fotográficos in loco. O tema trabalhado busca a preservação do edifício, a fim de manter viva a história do local, contando a sua vivência e os detalhes empregados na edificação, recuperando os detalhes e informações contidas na obra e trazendo sua estética e essência original.