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Trabalhos de conclusão e pesquisas dos alunos da Galileu, com publicação autorizada.

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Critérios técnicos de uma rota de fuga na elaboração de projetos de engenharia civil

Abel Adalid Ortiz · Engenharia Civil · 2022

EDIFICAÇÕES PREDIAIS DEVEM OFERECER ROTA DE FUGA COMO UM RECURSO ÚLTIMO E INFLALHÁVEL PARA LOCAIS ONDE SE HÁ QUAISQUER TIPO DE ATIVIDADE HUMANA, COM OBJETIVO DE POSSIBILITAR A FUGA IMEDIATA E INITERRUPTA DO LOCAL DO PERIGO. DESSE FORMA PRESERVAR A INTEGRIDADE FÍSICA E A VIDA DAQUELES ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES DO LOCAL. TAL TRABALHO, PRECISA LEVAR EM CONSIDERAÇÃO A EDIFICAÇÃO COMO UM TODO, OS LAYOUTS INTERNOS, OS SISTEMAS INSTALADOS, RECURSOS PRODUTIVOS, O FATOR HUMANO E A FORMA COMO ESTES ELEMENTOS SE INTERAGEM. REFERE-SE A EDIFICAÇÃO COMO UM TODO, COMO SUAS CARACTERÍSTICAS DIMENSIONAIS, GEOMÉTRICAS E SUAS ELEVAÇÕES, POIS PARA CADA ASPECTO MENSIONADO EXISTE UMA NORMA QUE PREVÊ SEUS REQUISITOS DE SEGURANÇA E DEFINE E LIMITA ASPECTOS CHAVES PARA A FUNCIONALIDADE DA ROTA DE FUGA. NO ENTANTO, EDIFICAÇOES POSSUEM LAYOUTS INTERNOS, OS QUAIS POSSUEM A FUNÇÃO DE DIRECIONAR FLUXOS COM OBJETIVOS ESPECÍFICOS À ATIVIDADE DO LOCAL, PODENDO ESTE ASPECTO FAVORECER OU DESFAVORECER A SEGURANÇA SE NÃO TRATADO COM ATENÇÃO. DE FORMA GERAL, UMA EDIFIÇÃO CONTA COM A INSTALAÇÕES DE DIVERSOS SISTEMAS PARA O EXERCÍCIO DE SUAS ATIVIDADES, PODENDO ESTES, SEREM ESTÁTICOS OU DINÂMICOS. EM CASOS DE EMERGÊNCIA ESTES SISTEMAS PODEM VIR A ENTRAR EM COLAPSO, ENTRAR EM MAU FUNCIONAMENTO OU MESMO OFERECER OBSTRUÇÃO À PASSAGEM DAS PESSOAS EM CASO DE PARADA INESPERADA. QUANTO AOS RECURSOS INTERNOS, EM VIAS GERAIS, ESTES TAMBÉM PODEM SER ESTÁTICOS OU DINÂMICOS, E SUAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS, FÍSICAS OU RADIOATIVAS PRECISAM SER LEVADAS EM CONSIDARAÇÃO EM RELAÇÃO AOS ESTUDOS DE PERIGOS E RISCOS. COMO ELEMENTO CHAVE DESTE TRABALHO, O FATOR HUMANO COSTUMA SER O MAIS COMPLEXO, POIS ESTE INTERAGE COM TODOS OS FATORES PREVIAMENTE MENSIONADOS, ISTO ELEVA COMPLEXIDADE EM PREVER AÇÕES EM SITUAÇÕES EXTREMAS E TAMBÉM ELEVA O POTENCIAL DE FALHA. PARA ELIMINAR OU MESMO MITIGAR FALHAS POTENCIAIS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA. DESSA FORMA, ESTE TRABALHO APRESENTA UMA SEQUÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DA ROTA DE FUGA, DE FORMA A DELIMITAR-SE AO MÁXIMO AS AÇÕES QUE UMA PESSOA NECESSITA REALIZAR PARA OBTER ÊXITO NA FUGA DO PERIGO. Palavras-chave: PERIGOS E RISCOS, ROTA DE FUGA E SEGURANÇA. TECHNICAL CRITERIA OF AN ESCAPE ROUTE IN THE PREPARATION OF CIVIL ENGINEERING PROJECTS. Abstract: LIVING BUILDING SHOULD PROVIDE ESCAPE ROUTE AS LAST AND INFLATABLE RESOURCE FOR PLACES WHERE THERE IS ANY KIND OF HUMAN ACTIVITY, IN ORDER TO ENABLE IMMEDIATE AND UNINTERRUPTED ESCAPE FROM THE DANGER AREA. IN THIS WAY, PRESERVE THE PHYSICAL INTEGRITY AND LIFE OF THOSE INVOLVED IN THE LOCAL ACTIVITIES. SUCH WORK MUST TAKE THE WHOLE BUILDING INTO CONSIDERATION, THE INTERNAL LAYOUTS, THE INSTALLED SYSTEMS, PRODUCTIVE RESOURCES, THE HUMAN FACTOR AND THE WAY THESE ELEMENTS INTERACT TO EACH OTHER. THE WHOLE BUILDING REFFERS TO, ITS DIMENSIONAL, GEOMETRIC CHARACTERISTICS AND ITS ELEVATIONS, FOR WICH THERE ARE A STANDARD FOR SAFETY REQUIREMENTS AND TO DEFINING AND LIMITING KEY ASPECTS FOR THE ESCAPE ROUTE FUNCTIONALLITY. HOWEVER, BUILDINGS HAVE INTERNAL LAYOUTS, WHICH HAVE THE FUNCTION TO DIRECTING FLOWS TO REACH SPECIFIC OBJECTIVES AND COULD GIVE ADVANTAGE OR DISADVANTAGE IN REGARDING OF SAFETY IF NOT TREATED CAREFULLY. GENERALLY, A BUILDING HAS INSTALLATION OF SEVERAL SYSTEMS FOR ITS FUNCTIONALLITY, WHICH ONES COULD COLLAPSE, WORK IN MALFUNCTION OR EVEN HAVE AN UNEXPECTED STOPPAGE OBSTRUCTING THE PASSAGE FOR PEOPLE. LIKELY FOR PRODUCTIVE RESOURCES, ITS CHEMICAL, PHYSICAL OR RADIOACTIVE CHARACTERISTICS SHALL BE TAKEN INTO CONSIDERATION FOR HAZARD AND RISK STUDIES. MOREOVER, THE HUMAN FACTOR IS USUALLY THE MOST COMPLEX, DUE TO ITS INTERACTION WITH ALL THE OTHERS FACTORS, THAT INCREASES COMPLEXITY IN PREDICTING ACTIONS IN EXTREME SITUATIONS AND ALSO THE OCCURENCE OF POTENTIAL FAILURE. THEREFORE, THIS WORK PRESENTS A SEQUENCE TO DEVELOPING THE ESCAPE ROUTE, IN ORDER TO DEFINE ACTIONS THAT A PERSON WOULD NEED TO TAKE TO SUCCEED IN ESCAPING FROM DANGER AREA. Keywords: HAZARDS AND RISKS, ESCAPE ROUTE AND SAFETY. 2 1. INTRODUÇÃO 1.1 Edificações Prediais Na elaboração de um projeto de um edifício em estrutura metálica, um dos principais passos é a determinação do TRRF(tempo requerido de resistência ao fogo) desta edificação, levando-se em consideração fatores como, o tipo do edifício e ocupação a que se destinará; a carga de incêndio específica do seu conteúdo; a área total do edifício e área de cada pavimento, a altura do edifício e sua compartimentação, bem como, a taxa de ocupação. Segundo a NBR 14432 (ABNT, 2000) o TRRF pode assumir valores de 30, 60, 90 ou 120 minutos. 1.1.0 Características dimensionais, geométricas e de elevação De acordo com Seito et al. (2008), tanto na elaboração do projeto como um todo quanto na disposição do layout dos pavimentos, devem ser consideradas as distâncias máximas a serem percorridas até as pessoas atingirem um local seguro que, sendo dentro da edificação, deve ser isolado do restante da edificação por portas corta-fogo e paredes resistentes ao fogo, e a partir daí, as pessoas teriam tempo suficiente para realizar calmamente o movimento de descida das escadas sem estarem expostas aos efeitos do incêndio. De acordo com o Decreto no Capítulo II, Artigo 3º, Inciso I altura da edificação no item a das exigências de para fins de medidas de segurança contra incêndio define que à medida, em metros, no piso mais baixo ocupado ao piso do último pavimento ocupado. No prédio do estudo na dimensão de projeto a altura é de 9,871 metros, sendo enquadrado no Tipo III. FIGURA 1: Tabela 2 Classificação das Edificações Quanto à Altura. Fonte: Decreto nº 63.911, de 10 dezembro de 2018. A área da edificação referente ao presente projeto é inferior a 750 metros quadrados. E de acordo com o Decreto no Capítulo II, Artigo 3º, Inciso IX a descreve que Area total da Edificação é a soma total em metros quadrados da área a construir do projeto. 3 FIGURA 2: Tabela 5 Edificações com Área Menor ou Igual a 750 m2 e Altura Inferior ou Igual a 12,00 m. Fonte: Decreto nº 63.911, de 10 dezembro de 2018. No dimensionamento da escada foram utilizada as informações da figura 1, 4 e 8 e conforme as informações obtidas a escada apontada é do Tipo NE. FIGURA 3: Tabela 3 Anexo C Tipos de escadas de emergência por ocupação. Fonte: Instrução Técnica Nº 11/2019. Os elementos estruturais e de compartimentação devem manter sua estabilidade e resistência ao fogo por um tempo suficiente para possibilitar a fuga dos ocupantes do edifício, a segurança das operações de combate ao incêndio como dos bombeiros que nele tenham de atuar, assim como, proteção do próprio edifício, contra danos de incêndio que possa se deflagrar nele ou em edifícios vizinhos. (NEVES, 1994). Os trabalhos de Everett e Frank Jr. (1996) mostram que os custos dos acidentes podem variar de 1 a 15% dos custos do empreendimento, neste sentido, para melhor resultado do empreendimento, deve-se dar muita atenção ao projeto e planejamento do mesmo, visto que as decisões tomadas nessas etapas são fundamentais para o seu sucesso, considerando, entre outros, os aspectos relacionados à segurança, bem como o planejamento das medidas de segurança a serem adotadas é decisivo na redução dos custos envolvidos. 4 1.1.1 Layouts Internos O layout de uma instalação é a forma como os equipamentos e recursos necessários ao seu funcionamento estão dispostos. Neste sentido, o seu planeamento tem grande influência na interação das pessoas, materiais e informação, assim como na maneira como estes fluem durante o processo. O estudo de layout é de extrema importância, uma vez que é garantida a escolha certa para dar agilidade ao processo. Hajri-Gabouj (2007) afirma que a disposição dos recursos e equipamentos afeta diretamente os custos de produção e produtividade. Assim, uma alocação racional dos recursos contribui significativamente para o aumento da eficiência das operações e reduções dos custos de movimentação através da eliminação ou redução uma significativa de falhas no processo. O tipo de layout é em grande parte determinado tendo em conta o tipo de produto, processo e volume de produção. Desta forma, conclui-se que os diferentes layouts se confinam a quatro principais designações, como reconhecem Ora, Chase, Jacobs e Aquilano (2011) estas quatro diferentes designações como: layout funcional, layout de projeto, linha de montagem e células de produção. Por outro lado, Hasan, Sarkis e Shankar (2012) contemplam cinco: layout de produto fixo, de processo, de produto, de células de trabalho e híbrido, sendo que o último resulta da combinação do layout de processo e de células de trabalho. Os layouts podem serem definidos como layout de processo, que tem como base, o agrupamento dos recursos com funções semelhantes. No layout por produto, os recursos são arranjados com base nas características de fabricação do produto, com disposição sequencial, e assim estabelecer um fluxo contínuo. Entretanto, quando o produto é demasiado grande e sua movimentação ao longo da cadeia de valor se torna impossível, utiliza-se o layout de projeto, onde os recursos se movimentam ao redor do produto durante sua fabricação. E por fim, os layouts em formato de células de produção que consiste no agrupamento dos equipamentos em diferentes grupos de maneira a que, cada grupo, seja capaz de proporcionar a produção de todos os componentes de uma mesma família. Desta forma, minimiza-se o número de movimentações, bem como a área de trabalho, que se reflete na redução do lead time e inventário. A classificações do Prédio do Comércio de Alimentos é dada, Conforme a natureza da realização da atividade a ser realizada dentro das dependências do Prédio se faz necessária sua classificação quanto ao uso e ocupação que no caso está classificado no Grupo C. FIGURA 4: Tabela 1 Classificação das Edificações e Área de Risco Quanto à Ocupação. Fonte: Decreto nº 63.911, de 10 dezembro de 2018 1.1.1.1 Fluxo direcional de pessoas, processos e produtos No design do layout tem-se em atenção as movimentações a serem realizadas, uma vez que se quer reduzir a distância entre operários e ferramentas, assim como se pretende um fluxo progressivo, de movimento contínuo e subsequente, sem interrupções. Para além disso, deve- 5

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