Caroline de Oliveira Lopes · Arquitetura e Urbanismo · 2025
Este trabalho tem como foco a criação de um restaurante social voltado ao atendimento de crianças em situação de vulnerabilidade. A proposta parte da compreensão de que a arquitetura não deve apenas cumprir funções técnicas, mas também promover acolhimento, autonomia e bem-estar. Nesse contexto, a psicoarquitetura se torna uma ferramenta fundamental para pensar espaços mais humanos e sensíveis às necessidades emocionais de seus usuários. O projeto foi desenvolvido a partir de princípios como: funcionalidade é garantida por uma organização espacial clara e segura, com ambientes que estimulam a autonomia infantil, como mobiliário adaptado e fluxos bem definidos. A sensibilidade aparece no cuidado com cores, texturas, iluminação e na criação de espaços que permitem acolhimento, interação e estímulo à criatividade. Já o impacto social está presente na escolha por um programa arquitetônico que, além de oferecer alimentação, promove vínculos afetivos, aprendizagem e senso de pertencimento. O restaurante foi pensado não apenas como um local para refeições, mas como um espaço de cuidado. O ambiente convida a criança a explorar, brincar e aprender, com áreas verdes, cantinhos de leitura e elementos naturais que despertam curiosidade e afeto. A presença de hortas e materiais sensoriais fortalece o vínculo entre corpo, ambiente e alimentação, incentivando hábitos saudáveis e o contato com a natureza. Além de atender a necessidades básicas, o espaço busca combater a exclusão social por meio da arquitetura. A escolha por uma abordagem sensível e centrada na infância transforma o restaurante em um espaço de proteção, segurança emocional e dignidade. Nesse sentido, a proposta reconhece o poder do ambiente físico na construção de experiências positivas e no desenvolvimento integral das crianças. Com base em diretrizes da psicoarquitetura e em normas técnicas voltadas à acessibilidade e conforto, o projeto mostra como é possível aliar estética, funcionalidade e responsabilidade social. A arquitetura aqui é compreendida como uma ferramenta de transformação, capaz de criar ambientes que cuidam, acolhem e transformam realidades por meio do espaço.
Angelo Scareli Graci · Arquitetura e Urbanismo · 2025
Este trabalho tem como objetivo analisar a arquitetura japonesa, enfatizando seu equilíbrio singular entre tradição e inovação. A partir dos conceitos filosóficos de Wabi Sabi (侘寂) e Ma (間), investiga-se de que forma tais princípios influenciam a organização dos espaços arquitetônicos, abrangendo desde residências tradicionais até templos budistas e santuários xintoístas. A justificativa para este estudo baseia-se na importância cultural e estética desses conceitos, bem como na sua capacidade de adaptação às demandas contemporâneas, preservando a essência estética e espiritual da cultura japonesa. A metodologia adotada consiste em revisão bibliográfica e análise de exemplos arquitetônicos que ilustram a aplicação prática dos princípios estudados. Os resultados evidenciam que Wabi Sabi e Ma promovem uma estética pautada na valorização da imperfeição, da simplicidade e do vazio, configurando espaços que favorecem a reflexão e a espiritualidade. Conclui-se que a incorporação desses princípios no contexto contemporâneo possibilita a harmonização entre tradição e modernidade na arquitetura japonesa, mantendo sua relevância cultural e estética.
Maria Julia Xavier Jesus Silva · Arquitetura e Urbanismo · 2025
Este trabalho investiga a relação entre a população negra e os espaços públicos, com foco na Praça Carlos Gomes e na Paróquia São Benedito, em Botucatu (SP), compreendendo esses espaços como marcos de resistência, memória e pertencimento. A pesquisa parte do entendimento de que o processo de exclusão da população negra no Brasil, mesmo após a abolição da escravidão, perpetuou-se de forma estrutural e espacial, marginalizando comunidades em diversos contextos urbanos. Por meio de levantamento histórico, análise bibliográfica e observação do território, discute-se a importância da requalificação urbana como ferramenta para reverter processos de apagamento, promover inclusão e recuperar o valor simbólico e social de espaços historicamente negligenciados. Diante disso, destaca-se a relevância de projetos de requalificação como estratégias fundamentais para transformar esses espaços, fortalecendo sua função social e simbólica. Assim, este trabalho resulta na proposta de um projeto de requalificação da Praça Carlos Gomes, com o objetivo de valorizar suas raízes históricas, promover inclusão e estimular novos usos a partir de uma perspectiva de justiça social e memória coletiva. A abordagem também propõe reflexões sobre o papel das praças públicas na formação de vínculos comunitários, na manutenção da cultura e na afirmação identitária, sobretudo quando associadas a grupos historicamente excluídos. Assim, o trabalho defende que repensar o espaço urbano com base em justiça social e memória coletiva é fundamental para garantir cidades mais equitativas e representativas.
Lucas de Oliveira Moura · Arquitetura e Urbanismo · 2021
O tema proposto neste trabalho se insere no contexto da restauração arquitetônica do patrimônio da industrialização. O texto se inicia contando como surgiu os primeiros vestígios urbanos do distrito de Vitoriana, decorrente da exploração do café do estado de São Paulo, a partir da grande produção e exportação de café das fazendas de Conde Serra Negra, que foi o impulso para a economia e arquitetura de Vitoriana na época. O surgimento da linha férrea foi o grande ponto para que acontecesse a expansão urbana naquele local. O trabalho tem como objetivo desenvolver um projeto de restauro para a antiga estação ferroviária da Estrada de Ferro Sorocabana, localizada no distrito de Vitoriana-SP, a 12 km de Botucatu. Com a chegada da ferrovia em 1888, Vitoriana viveu o seu auge, a partir de 1º de junho de 1893, a estação passou a ser também ponto de partida do ramal de Porto Martins, ligando a linha principal ao novo ramal de São Manuel que foi construído por Ituana e posteriormente fusionado pela Estrada Sorocabana. Foi construído um edifício para abrigar a estação em 1911, com estilo arquitetônico eclético, funcionando até 1954. Atualmente no prédio é implantada uma escola de ensino fundamental, passando por diversas reformas de ampliação. O propósito deste projeto é articular o papel e a relevância da acessibilidade e a disposição de um espaço, contribuindo para que ele se torne funcional para atender as necessidades da população que irá usufruir do local, de forma harmônica e segura. A metodologia utilizada no trabalho foi através de pesquisas bibliográficas, projetos e artigos semelhantes, entrevistas com a diretoria e funcionários da escola e da Estrada Férrea Sorocabana e feito levantamentos fotográficos in loco. O tema trabalhado busca a preservação do edifício, a fim de manter viva a história do local, contando a sua vivência e os detalhes empregados na edificação, recuperando os detalhes e informações contidas na obra e trazendo sua estética e essência original.
Mariana Estopa · Arquitetura e Urbanismo · 2021
Nota-se que ao longo dos anos, o ser humano vem se preocupando a cada dia mais com a saúde e bem-estar do corpo e da mente. Em função disso, apresenta-se no presente trabalho um projeto arquitetônico de SPA, proposto para o município de Botucatu, região centro-oeste do estado de São Paulo.
A proposta de SPA com foco em saúde e bem-estar, traz ao município de Botucatu um conceito inovador. O empreendimento contará com uma infraestrutura diferenciada, dentro de um espaço amplo que transmite o bemestar através do contato com a natureza e estética do local. O SPA irá oferecer a prestação de diversos serviços em um único ambiente, atendendo diversas faixas etárias, que buscam cuidar da saúde de uma forma diferenciada.