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Faculdade Galileu
Trabalho De Conclusão De Curso

Fertilidade e doenças autoimunes: a preservação reprodutiva em pacientes imunodeprimidos

Biomedicina 2025 Orientação: João Leandro Chaguri (coordenação)

Autores

  1. Ana Laura Cuter da Silva — Faculdade Galileu

Resumo

As doenças autoimunes (DAI) representam um grupo de condições caracterizadas pela ativação inapropriada do sistema imunológico contra componentes do próprio organismo, podendo comprometer a função reprodutiva em homens e mulheres. Além dos efeitos diretos da doença, os tratamentos imunossupressores, corticosteroides e agentes citotóxicos, como ciclofosfamida e metotrexato, apresentam potencial gonadotóxico, levando à redução da qualidade e quantidade de gametas, falência ovariana prematura, oligospermia, azoospermia e fragmentação do DNA espermático. O ambiente inflamatório crônico e a presença de autoanticorpos, especialmente anti-espermatozoides e anti-ovarianos, contribuem ainda mais para a infertilidade. A preservação reprodutiva surge como uma estratégia preventiva e ética, oferecendo alternativas como criopreservação de óvulos, embriões, sêmen, tecido gonadal e testicular, incluindo abordagens experimentais em pacientes pediátricos. O aconselhamento precoce e a atuação multidisciplinar são fundamentais para garantir autonomia reprodutiva e qualidade de vida desses pacientes. Este trabalho revisa evidências sobre os impactos das DAI na fertilidade e discute estratégias atuais de preservação reprodutiva, destacando a importância da avaliação individualizada e da tomada de decisão informada.

Palavras-chave: doenças autoimunes, fertilidade, preservação reprodutiva, gonadotoxicidade, criopreservação

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