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Faculdade Galileu
Trabalho De Conclusão De Curso

Impactos de Streptococcus agalactie (EGB) na gestação: saúde neonatal e abordagem da sepse

Biomedicina 2025 Orientação: João Leandro Chaguri (coordenação)

Autores

  1. Ana Beatriz de Oliveira Alves — Faculdade Galileu

Resumo

O Streptococcus agalactiae, também conhecido como Estreptococo do Grupo B (SGB ou EGB), é um microrganismo que pode colonizar o trato genital e gastrointestinal humano, representando um importante risco durante a gestação. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, os impactos da infecção por S. agalactiae na gestação e sua relação com a sepse neonatal. Foram consultadas publicações científicas entre 2014 e 2025, abordando aspectos microbiológicos e diagnósticos. A infecção em gestantes, geralmente assintomática, pode ocasionar corioamnionite, endometrite e ruptura prematura de membranas, aumentando o risco de transmissão vertical durante o parto. A sepse neonatal precoce, associada ao EGB, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, manifestando-se nas primeiras 72 horas de vida com sinais sistêmicos graves. Métodos diagnósticos como cultura em caldo Todd Hewitt e PCR têm papel fundamental na triagem de gestantes entre a 35ª e a 37ª semana. O tratamento profilático com penicilina reduziu significativamente os casos de sepse precoce, porém não impede a infecção tardia. Novas estratégias preventivas, como o desenvolvimento de vacinas maternas, vêm sendo estudadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Conclui-se que a detecção precoce, a educação em saúde e o manejo adequado do Streptococcus agalactiae são essenciais para reduzir os índices de morbimortalidade neonatal e garantir uma gestação mais segura.

Palavras-chave: Streptococcus agalactiae, Sepse neonatal, Transmissão vertical, Triagem pré-natal

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